Chip eletrônico não deve ter custo para o dono do veículo

Denatran recolheu sugestões de mecanismo para evitar clonagem, segurança dos dados e possibilidade integração de outros serviços aos chips

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SÃO PAULO – O chip eletrônico automotivo deve ficar instalado no pára-brisas e transmitirá, por meio da tecnologia RFID (identificação por radiofrequência), o seu número de série, o número do Renavam do veículo e sua placa. Além disso, não terá custo para o dono do carro.

Essas e outras medidas foram debatidas em um encontro realizado na quarta-feira (11), com a participação do diretor-técnico do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Durante o evento, foram recolhidas sugestões que vão permitir chegar aos custos de implementação, mecanismo para evitar clonagens, segurança dos dados e possibilidade de integração de outros serviços aos chips eletrônicos, que serão afixados nos veículos.

Uma delas é fazer com que as empresas privadas de rastreamento de veículos possam instalar nos chips seus dados e terem acesso às leituras em casos de furtos. Além disso, há uma idéia de integrar ao chip um sistema para pagamento automatizado de pedágios.

Leitura dos chips eletrônicos

O Departamento Nacional de Trânsito vai concluir em até dois meses os estudos definitivos para a implementação, em todo o País, do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav).

A colocação dos chips em cada um dos 43 milhões de veículos brasileiros deve começar a partir de 22 de maio de 2008.

A leitura das informações vai possibilitar a localização de veículos roubados e também a fiscalização do pagamento em dia de IPVA e licenciamento de determinado veículo.

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Planejamento de ações de tráfego

O chip vai possibilitar o planejamento mais eficiente de ações de tráfego. Uma central localizada em Brasília receberá as informações. Como o sistema é nacional, carros de todos os Estados poderão ser “lidos” pelas antenas.

De acordo com o Denatran, de 25% a 30% dos veículos brasileiros circulam em condições irregulares, sem licenciamneto ou com débitos em atraso. Na Capital, a frota é de cerca de 6 milhões de veículos. Aproximadamente 1,7 milhão deles estão irregulares.