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SÃO PAULO – À medida que novos consumidores aderem à telefonia móvel, restam menos clientes em potencial, tendência que leva a uma mudança gradual da venda do primeiro aparelho para a troca dele. As vendas devem continuar a crescer, mas em um ritmo mais lento.
De acordo com relatório da IDC, empresa de consultoria em tecnologia da informação e telecomunicações, as vendas mundiais de celulares apresentaram crescimento contínuo nos primeiros quatro meses deste ano. Foram 256,4 milhões de unidades vendidas neste período, o que representa aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2006, mas um declínio de 13,8% ante o trimestre anterior.
Mercado nacional
No Brasil, a tendência é que, a partir de agora, a procura por celulares seja para a reposição, em vez da aquisição da primeira linha. A expectativa foi anunciada na última quinta-feira (19) pelo levantamento “Pesquisa de Consumo – abril a junho de 2007”, do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), na Universidade de São Paulo.
Conforme o coordenador geral da pesquisa, Claudio Felisoni Angelo, isso ocorre porque já há no País 110 milhões de aparelhos. “Ainda há espaço para as vendas crescerem, mas o ritmo mudou”, afirmou.
Procura nos mercados emergentes
De acordo com analista da IDC Mobile, Ryan Reith, enquanto o ranking de vendas não apresenta mudanças entre os cinco principais fabricantes de telefonia celular, mercados emergentes têm apresentado outras tendências e interesses da nova clientela.
Definir novos dispositivos de venda e estabelecer baixos custos de mão-de-obra que reflitam no mercado são as medidas que devem atrair cada vez mais consumidores, ressalta o analista da IDC.
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“A Samsung aumentou sua participação na fatia de mercado no primeiro trimestre, o que é incomum, dado os efeitos de sazonalidade desta indústria. Enquanto a Motorola anunciou planos para recuperação de mercado, as repentinas mudanças demonstram o quanto este comércio é competitivo e como a inovação sobre produtos é essencial”.