Consumidor de energia terá dor de cabeça e despesas extras a partir de agosto

Isso por conta de uma resolução que determina novos padrões para os plugues e tomadas de baixa voltagem

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SÃO PAULO – A partir de agosto deste ano, os consumidores brasileiros levarão um grande susto quando precisarem comprar plugues e tomadas para suas casas e ao adquirirem novos equipamentos domésticos que funcionem com energia elétrica.

Isso por conta da Resolução nº 11, publicada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) no dia 20 de dezembro do ano passado, que determina novos padrões para a produção e comercialização de plugues e tomadas de baixa voltagem.

Novas regras

Segundo a publicação, os plugues deverão ter três pinos e as tomadas, um design com rebaixamento, o que torna os dois novos produtos totalmente incompatíveis com o padrão usado no Brasil há mais de cinqüenta anos.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos no Estado de São Paulo (Sincoelétrico), Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues, trata-se de um desrespeito ao consumidor, que terá muitos transtornos e ainda pagará mais pelos novos produtos e adaptadores.

O padrão imposto pelo Conmetro é o mesmo usado no Haiti e em alguns poucos países sem relevância no cenário eletroeletrônico. “O governo foi usado pelas grandes indústrias do setor. Houve um processo de cartelização”, argumenta Rodrigues.

Mudanças

Com a nova lei, os plugues vendidos atualmente não se encaixarão nas novas tomadas, por terem formato diferente. Além disso, o terceiro plugue – usado em 220 V, que funcionaria como fio terra – terá função nula durante muitos anos, porque as construções brasileiras não têm o fio de aterramento conectado às tomadas.

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Outro transtorno virá do fato de alguns equipamentos eletroeletrônicos que virão com os novos plugues nem sempre se encaixarem nas tomadas atualmente existentes nas residências. Para resolver este problema, será necessário comprar um adaptador que deverá custar bem mais caro que os modelos tradicionais.

E os problemas não acabam por aí: quem for morar em residências construídas dentro do novo padrão do Conmetro não conseguirá ligar seus equipamentos eletroeletrônicos diretamente nas novas tomadas, por causa da incompatibilidade.