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SÃO PAULO – A taxa de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos consignados manteve os 2,37% ao mês em março. Na comparação com o terceiro mês de 2006 (2,65%), verifica-se uma queda de 28 pontos-base.
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (26), baseiam-se na “Nota de Política Monetária e Operações de Crédito” do Banco Central, que também analisa a concessão de crédito em geral.
Taxas mais atrativas
Os empréstimos consignados são aqueles cujas parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento dos beneficiários. Por esta razão, o risco de inadimplência é bem menor, o que permite a cobrança de juros mais baixos em relação às demais taxas praticadas no mercado nas linhas de crédito pessoal tradicionais.
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Essa afirmação fica evidente ao analisarmos os dados da tabela abaixo, que compara a taxa cobrada nas operações de crédito consignado com as demais operações de crédito pessoal:
| Taxa de juros (% ao mês) | Março 2006 | Fevereiro 2007 | Março 2007 |
| Consignado | 2,65% | 2,37% | 2,37% |
| Crédito pessoal (outros) | 5,20% | 4,56% | 4,40% |
| Crédito pessoal (média) | 4,41% | 3,69% | 3,63% |
Fonte: Banco Central
Popularização comprovada
No terceiro mês do ano, o volume total de crédito consignado alcançou R$ 52,778 bilhões, o que representa um avanço de 47,4% frente a março de 2006. Com isso, a participação do crédito consignado no total de crédito pessoal subiu de 47% para 55,4% no período.
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Além disso, a análise do relatório do Banco Central permite constatar que as linhas de crédito consignado têm impulsionado de maneira significativa a concessão de crédito pessoal e que são mais populares entre os funcionários públicos (87,4% do total concedido em março) do que entre os do setor privado.