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SÃO PAULO – Apesar de ter crescido o número de pessoas que optaram por fazer um consórcio na hora de comprar imóveis, carros e motos, o setor de eletroeletrônicos teve queda na quantidade de adesões.
De acordo com dados divulgados pela Abac – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios – nesta terça-feira (26), enquanto o setor de imóveis registrou alta de 25,9% em março de 2007, com relação ao mesmo período do ano anterior, o setor de eletros teve queda de 32,2% no comparativo entre março de 2007 e março de 2006.
Valor do bem
Os dados revelam uma grande tendência do brasileiro em adquirir bens de maior valor pelo sistema.
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“O crescimento do número de participantes no consórcio de imóveis mostra que o sistema tem sido escolhido por aqueles que não querem pagar o dobro por uma casa”, afirmou Rodolfo Montosa, presidente nacional da ABAC.
Eletrodomésticos em queda
Depois do crescimento registrado no ano passado, principalmente em razão da Copa do Mundo, que elevou a venda de televisores, no primeiro trimestre deste ano o número de novas adesões caiu de 47,8 mil para 46,2 mil, representando um recuo de 3,4%.
Em março deste ano o total de participantes chegou a 214,8 mil, ou seja, 32,2% menos dos que os 316,8 mil contabilizados em março do ano passado.
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As contemplações no setor de eletroeletrônicos também estiveram em baixa. O acumulado de contemplações no primeiro trimestre de 2007 foi de 27,3 mil, 27% menos que as 37,4 mil somadas nos três primeiros meses de 2006.
Carros
No setor de automóveis o número de associados ao consórcio subiu de 21 mil, registrados em fevereiro de 2007, para 23,8 mil em março.
“Acompanhando o crescimento da produção da indústria automobilística, os consórcios de veículos leves foram procurados, pois o consumidor não quer pagar juros, especialmente aquele que não precisa do carro na hora. Ele planeja e dispõe de tempo para ser contemplado”, explicou Montosa. “Só em março, tivemos 15,6 mil contemplados, um recorde desde janeiro do ano passado”, completou.