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SÃO PAULO – O FMI (Fundo Monetário Internacional) deu uma indicação clara nesta terça-feira (17) de que poderia flexibilizar as metas de orçamento para este ano em meio a crescentes evidências de que a receita anual com arrecadação de impostos ficará abaixo do esperado.
Em seu último relatório sobre o pacote de resgate ao país, o FMI disse que, embora a meta de déficit orçamentário de 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto) ainda pareça viável, “os riscos para sua realização aumentaram claramente nos últimos meses”.
“Se a meta se tornar difícil de atingir, como resultado de um desempenho mais fraco das receitas do que o atualmente previsto, haverá bons argumentos para permitir que os estabilizadores automáticos funcionem e se ajuste o objetivo”, destacou o fundo no documento.
Separadamente, a Comissão Europeia reconheceu que os riscos orçamentários aumentaram nos últimos meses, mas não indicou que as metas possam ser afrouxadas.
Revisão do resgate
O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho insiste que não pedirá alterações nas metas orçamentárias, mas a pressão entre os legisladores portugueses para uma renegociação dos termos de resgate tem sido crescente.
Economistas avaliam que uma mudança no objetivo representaria um claro reconhecimento por parte de funcionários da União Europeia de que os programas de resgate estão pedindo demais dos países periféricos.
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Em contrapartida, o governo de Portugal teme que se pedir mais tempo para cumprir as metas, os investidores perderão a confiança nos esforços do país.