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SÃO PAULO – A taxa de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos consignados se manteve em 2,35% ao mês em maio. Já na comparação com o quinto mês de 2006, verificou-se uma diminuição de 28 pontos base. Cabe ressaltar que, esta semana, o Conselho Nacional de Previdência Social baixou o teto máximo dos juros dos empréstimos para aposentados e pensionistas para 2,64% ao mês.
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (28), baseiam-se na “Nota de Política Monetária e Operações de Crédito” do Banco Central, que também analisa a concessão de crédito.
Taxas mais atrativas
Os empréstimos consignados são aqueles cujas parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento dos beneficiários. Por esta razão, o risco de inadimplência é bem menor, o que permite a cobrança de juros mais baixos em relação às demais taxas praticadas no mercado nas linhas de crédito pessoal tradicionais.
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Essa afirmação fica evidente ao analisarmos os dados da tabela abaixo, que compara a taxa cobrada nas operações de crédito consignado com as demais operações de crédito pessoal:
| Taxa de juros (% ao mês) | Maio 2006 | Abril 2007 | Maio 2007 |
| Consignado | 2,63% | 2,35% | 2,35% |
| Crédito pessoal (outros) | 4,89% | 4,39% | 4,40% |
| Crédito pessoal (média) | 4,12% | 3,58% | 3,56% |
Fonte: Banco Central
Popularização comprovada
No quinto mês do ano, o volume total de crédito consignado alcançou R$ 56,273 bilhões, o que representa um avanço de 45,8% frente a maio de 2006. Com isso, a participação do crédito consignado no total de crédito pessoal subiu de 48,4% para 55,8% no período.
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Além disso, a análise do relatório do Banco Central permite constatar que as linhas de crédito consignado têm impulsionado de maneira significativa a concessão de crédito pessoal e que são mais populares entre os funcionários públicos (87,35% do total concedido em maio) do que entre os do setor privado.