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SÃO PAULO – A desaceleração da economia chinesa tende a afetar o preço das commodities no mercado global por, pelo menos, mais um trimestre. A conclusão é de um relatório do banco Societé Générale, divulgado nesta quarta-feira (18), após análise de novos dados no setor imobiliário.
Vale destacar que a demanda mais fraca lá fora já surte efeitos no Brasil. O Índice de Commodities (IC-Br), calculado pelo Banco Central (BC), registrou queda de 1,4% em junho na comparação com maio. O dado, divulgado no último dia 4, aponta que houve alta acumulada no semestre de 0,83%, o que representa uma desaceleração em relação ao cenário do ano passado.
O IC-Br calcula a variação em real dos preços de produtos primários brasileiros negociados no exterior. Em junho, a queda foi puxada pelo segmento de energia. O preço médio de petróleo, gás natural e carvão desvalorizou-se em 6,83%. Já os metais, como alumínio e minério de ferro, fecharam o mês em baixa de 2%.
Bolha imobiliária
Enquanto o consumo global por commodities, que tem na China o seu maior mercado, o preço de imóveis no país voltou a subir em junho, retomando as discussões sobre uma eventual bolha imobiliária. Segundo o dados oficiais do NBS (National Bureau of Statistics), 25 das 70 cidades pesquisadas viram o valor de moradias crescerem na comparação a maio. No geral, o preço de novas residências registrou alta de 0,02%, enquanto imóveis usados se valorizaram em 0,09% no período.
“O cenário de queda nos preços durou apenas oito meses. Tal tendência de baixa, inclusive, parece ter chegado ao fim”, aponta Wei Yao, economista do Societé em relatório. O banco destaca que, na comparação anual, a desvalorização dos imóveis passou de 14% em fevereiro para 3,3% em junho, o que dá margem para retomada de alta.
“Além disso, não há sinais de melhora na construção de casas, índice que recuou 4,6% em junho frente a maio”, destaca.
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Segundo o banco, o comunicado oficial do NBS sinaliza que o governo deverá fazer mais intervenções no mercado imobiliário, com o intuito de evitar que as especulações pressionem mais os preços no país e, assim, deverá manter contida a demanda por commodities, aço, equipamentos de construção, entre outros.