Fretamento de microônibus é opção econômica para fugir dos aeroportos

Em um ônibus para 28 pessoas, de São Paulo para o Rio de Janeiro, cada pessoa paga em média R$ 57,5 ida e volta

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SÃO PAULO – O fretamento de microônibus pode ser uma boa opção para grupos de pessoas que pretendem viajar – a trabalho ou a passeio – e não querem enfrentar as dificuldades encontradas pelos brasileiros para viajar de avião atualmente.

De acordo com a assessora de imprensa da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo (Fresp), Clarice Pereira, o fretamento de um microônibus para 20 a 28 pessoas custa, em média, de R$ 1.600 a R$ 2.160 (dependendo dos opcionais que o veículo possui), de São Paulo ao Rio de Janeiro. Esse valor – em média R$ 57,5 por pessoa – é para viagens de ida e volta no mesmo dia.

Para cada dia que o grupo – e, por conseqüência, ônibus e motorista – pernoita no outro estado, o preço sofre um acréscimo de R$ 300.

Crise aérea x alternativas

A crise nos aeroportos está fazendo com que o volume de viagens rodoviárias cresça. Só nos últimos dias, houve aumento de 33% pela procura do transporte rodoviário, principalmente entre São Paulo e Rio de Janeiro, e de 15% entre São Paulo e Curitiba, no Paraná.

Para a assessora jurídica da Fresp, Regina Rocha, por serem menores que os ônibus convencionais, os microônibus atendem com mais eficiência operacional, conforto e segurança grupos de 20 passageiros sentados, dentro das normas e padrões estabelecidos pelos órgãos competentes.

No entanto, na hora de fretar um desses veículos, é preciso tomar alguns cuidados. Preste atenção:

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  • Sempre que solicitar um serviço de fretamento, exija a autorização do orgão público regulamentador do serviço;
  • Verifique se a contratada é cadastrada na ANTT – Agência Nacional dos Transportes Terrestres (para viagens interestaduais), na EMTU – Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (para viagens metropolitanas em São Paulo) ou na Artesp – Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (para viagens intermunicipais fora da área metropolitana);
  • Transporte clandestino não oferece nem direitos, nem garantias pelo serviço contratado;
  • Desconfie de preços muito baixos. Nesses casos, confirme se a fretadora está devidamente regulamentada;
  • Não contrate empresas que terceirizem o serviço.