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SÃO PAULO – A taxa de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos consignados diminuiu para 2,28% ao mês em julho. Na comparação com junho, houve queda de três pontos-base, e frente ao sétimo mês de 2006, verificou-se uma diminuição de 26 pb.
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (27), baseiam-se na “Nota de Política Monetária e Operações de Crédito” do Banco Central, que também analisa a concessão de crédito em geral.
Taxas mais atrativas
Os empréstimos consignados são aqueles cujas parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento dos beneficiários. Por esta razão, o risco de inadimplência é bem menor, o que permite a cobrança de juros mais baixos em relação às demais taxas praticadas no mercado nas linhas de crédito pessoal tradicionais.
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Essa afirmação fica evidente ao analisarmos os dados da tabela abaixo, que compara a taxa cobrada nas operações de crédito consignado com as demais operações de crédito pessoal:
| Taxa de juros (% ao mês) | Julho 2006 | Junho 2007 | Julho 2007 |
| Consignado | 2,54% | 2,31% | 2,28% |
| Crédito pessoal (outros) | 4,82% | 4,24% | 4,27% |
| Crédito pessoal (média) | 3,98% | 3,50% | 3,47% |
Fonte: Banco Central
Popularização comprovada
No sétimo mês do ano, o volume total de crédito consignado alcançou R$ 58,712 bilhões, o que representa um avanço de 39,7% frente a julho de 2006. Com isso, a participação do crédito consignado no total de crédito pessoal subiu de 50,8% para 56,3% no período.
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Além disso, a análise do relatório do Banco Central permite constatar que as linhas de crédito consignado têm impulsionado de maneira significativa a concessão de crédito pessoal e que são mais populares entre os funcionários públicos (87,3% do total concedido em julho) do que entre os do setor privado.