Veja quanto custa pedir empréstimo com a nova taxa de juro

Rotativo do cartão, CDC, crediário de lojas e outras modalidades. Mesmo com redução, taxas ainda são altas

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SÃO PAULO – Comprar com um crediário de loja, utilizar o cheque especial, pedir um empréstimo pessoal em uma financeira e tantos outros meios de conseguir crédito podem parecer, à primeira vista, um bom negócio. Porém, é importante lembrar que essas operações são sinônimo, além de dinheiro na mão, de cobrança de juros.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), caso o corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juro (a Selic, atualmente em 11,25% ao ano) seja repassado completamente ao mercado, haverá um pequeno barateamento na concessão de crédito ao consumidor. Mas, mesmo assim, a conta ainda será alta. Veja cada uma delas.

Modalidades
  • Crediário de loja: Comprar em 12 vezes uma geladeira que, à vista, sairia por R$ 800, terá uma incidência de 5,97% de juros por mês. Com isso, cada parcela será de R$ 95,26 – o que, no final das contas, dará R$ 1.143,12.
  • Cheque especial: Utilizar um saldo de R$ 1 mil do cheque especial por 20 dias é mais caro do que se imagina. Com taxa média de 7,69% ao mês, serão R$ 51,27 de juros.
  • Cartão de crédito: Lançar mão do rotativo do cartão de crédito, também em R$ 1 mil, por um mês, dá R$ 102,50 de juros – a uma taxa mensal de 10,25%.
  • Empréstimo pessoal/bancos: Pedir R$ 1 mil a um banco e se comprometer a pagar em seis meses resultará em parcelas de R$ 199,04 (5,32% ao mês de juros). No fim das contas, o banco receberá R$ 1.194,24.
  • CDC bancos: Comprar um veículo de R$ 25 mil financiado por 60 meses a uma taxa de 3,03% renderá parcelas de R$ 909,14. Com isso, o total deixado no banco será de R$ 54.548,40
  • Empréstimo pessoal/financeiras: Pedir R$ 500 emprestados em uma financeira por 12 meses, a 11,32% ao mês, resultará em parcelas de R$ 78,12. Com isso, a conta final será de R$ 937,44.