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Após iniciar o pregão com uma valorização não muito expressiva, o Ibovespa fechou o pregão com fortes ganhos nessa quinta-feira, acompanhando o movimento das bolsas internacionais. As ações da Vale, que tiveram forte queda no início do pregão, fecharam a sessão com ganhos, ajudando o benchmark da bolsa a registrar forte alta de 2,65%, aos 54.002 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas. O giro financeiro foi de R$ 6,76 bilhões.
O mercado se mostrou bastante animado com as declarações de Mario Draghi, presidente do BCE, ao afirmar que fará tudo o que for preciso para que o euro não se rompa.
Já nos EUA, mais notícias positivas, com a divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego bem abaixo do que era estimado na semana. Além disso, os pedidos de bens duráveis surpreenderam com alta superior à estimada em junho. Entretanto, as vendas de imóveis pendentes recuaram 1,9%, enquanto era projetada uma alta de 0,9%.
No final da sessão, repercutiu ainda a reafirmação do rating BBB do Brasil pela Fitch, com perspectiva estável, baseado na boa estrutura de financiamento dos bancos e na confiança com as medidas feitas pelo governo para estimular a economia nacional, animando os mercados.
Resultados guiam destaques de ações
Além da Vale, outras empresas que anunciaram seus resultados no último fechamento foram destaques de ações. Os papéis da Fibria tiveram alta de 7,54%, aos R$ 15,40, segunda maior valorização do índice, atrás apenas das ações da Brookfield, com valorização de 8,15%, aos R$ 2,92.
Os ativos da Natura também teve forte valorização na sessão, com ganhos de 5,08%, aos R$ 51,70. Já as units do Santander tiveram ganhos de 2,40%, aos R$ 14,50, após chegarem a cair 3,95% no intraday.
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Já na ponta negativa, estiveram as ações da Cielo, que caíram 2,62%, aos R$ 61,00, em meio à disparada das despesas da companhia no segundo trimestre. Vale ressaltar que apenas seis ações do índice fecharam no negativo.
Brasil menos vulnerável?
Já no front doméstico, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o Brasil está mais preparado para lidar com contágios de decisões de política monetária de outros países, mas ressaltou que o ambiente global está difícil e que pode ficar ainda mais. Em meio a esse cenário, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciou que o governo continuará adotando medidas sempre que considerar necessário para aquecer a atividade econômica e que confia em uma retomada da economia capaz de levar o país a crescer 3% este ano.
A agenda doméstica desta quinta-feira também foi positiva, com a divulgação de que a taxa de desemprego nas cinco principais regiões metropolitanas do País permaneceu praticamente estável frente ao mês anterior, segundo o IBGE.
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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,71%, terminando a R$ 2,0224 na venda, em meio ao maior otimismo no mercado internacional.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,75%, com alta de 0,08 ponto percentual em relação ao fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,72%, a 129,23% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve baixa de 4,25%, passando de 212 pontos na sessão anterior para 203 pontos.