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SÃO PAULO – De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na próxima semana, representantes do Banco Central, do Ministério da Fazenda e da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) se reunirão para tratar da regulamentação das tarifas bancárias.
“As tarifas são uma preocupação para o governo, e uma das questões é que elas não têm muita transparência. Cada instituição cobra determinada tarifa, elas são diferentes de um banco para o outro, e o correntista fica sem saber se está pagando mais ou menos”, afirmou, segundo a Agência Brasil.
Tarifas iguais
O ministro disse que a intenção do governo é “homogeneizar” as tarifas, determinando o que pode ser cobrado ou não pelo sistema financeiro, de forma transparente, para que o cidadão saiba quanto está pagando em cada banco.
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Mantega afirmou que, preocupados com o peso das tarifas no sistema financeiro, diversos países estão revendo a estratégia de cobrança.
Crescimento
Para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, existe um consenso da sociedade de que as tarifas estão crescendo demasiadamente. Ele destacou que o governo não quer ser intervencionista, mas que o Estado deve fiscalizar, regular e tomar alguma medida.
Sobre a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o ministro concorda com o presidente Lula de que ela é necessária, para que se possa governar o país, já que representa 9% da receita administrativa.
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“Tirar 9% da nossa receita, seja da CPMF ou outro tributo, vai provocar um desequilíbrio fiscal muito difícil de ser resolvido, porque teremos que obter recursos ou cortar o equivalente a R$ 39 bilhões no ano que vem”, disse.