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SÃO PAULO – O brasileiro poupa pouco. De acordo com um levantamento da Fecomércio-RJ em parceria com o Instituto Ipsos, na comparação com outros países em desenvolvimento, o Brasil registra o menor patamar de poupança relativa, ao mesmo tempo em que a economia cresce em menor ritmo.
A pesquisa revelou as médias de poupança de diversos países em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) de cada nação, entre 2003 e 2006. Enquanto no Brasil as poupanças correspondiam a 21,6% do PIB, na Índia, esse índice subia para 24,3%, enquanto na China e na Rússia, era ainda maior: 50,2% e 34,3%, respectivamente.
Para o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, uma das explicações para o baixo número de poupadores é o consumo. Ele explica que o Brasil vive uma arrancada do consumo doméstico, como há muito tempo não se via, em razão principalmente do crédito, que tem chegado aos consumidores com juros mais baixos e prazos maiores.
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Guardando dinheiro
A pesquisa mostrou ainda que, apesar de ser pequeno o número de brasileiros que guardam dinheiro, quem tem este hábito pretende poupar ainda mais. Atualmente, 60% das pessoas que já possuem uma poupança querem continuar guardando, o que representa 5 pontos percentuais a mais do que em 2006.
Ainda de acordo com os números do levantamento, este ano, 35% dos poupadores não mexeram na reserva, ou seja, não guardaram, mas também não gastaram o que tinham. Em 2006, esse índice era de 31%.
Conseqüentemente, o número de pessoas que mexeu em suas economias caiu de 16% em 2006, para 13% em 2007. Além disso, subiu de 40% para 44% o percentual dos que conseguiram poupar mais.