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SÃO PAULO – Em um ambiente de crise, a Fitch alerta para o desempenho dos setores cíclicos, principalmente para o próximo ano. Isso acontece porque essas empresas possuem, em geral, uma demanda por investimentos muito grande. Além disso, as empresas por aqui enfrentam altos custos de produção, como o custo da mão de obra e da energia – fatores que a agência acompanha atentamente.
Por sua vez, o rating do Brasil não apresenta nenhum risco de alteração iminente, em uma equação que está balanceada, afirmou Shelly Shetty, diretora sênior da Fitch para ratings soberanos na América Latina.
Em teleconferência realizada nesta terça-feira (31), a diretora destacou que o país está crescendo abaixo de seu potencial nos últimos dois anos, o que pode levar a um crescimento mais forte em 2013 e 2014. “Isso vai depender da efetividade da política monetária e de outros estímulos sendo dados pelos formuladores de políticas”, cravou.
Na última quinta-feira a agência reafirmou a nota BBB do Brasil. Apesar de reconhecer que os fundamentos de crédito permanecem sólidos contra os riscos externos, a agência disse que a economia do país perdeu consideravelmente o “momentum” de crescimento, em um cenário que deve ser mais profundo e mais longo do que era projetado anteriormente.
Petrobras, uma empresa sólida
Por outro lado, a agência de classificação de risco não se mostrou preocupada com a Petrobras (PETR3, PETR4). Apesar da forte desaceleração global, a petrolífera não apresenta riscos significativos. Como a estatal possui um cenário de longo prazo, tendo como desafios o aumento da produção e a autossuficiência, as alterações de preço no curto prazo não possuem um impacto tão grande para a companhia, explica a analista Ana Paula Ares.