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Interrompendo a sequência de três dias de alta, o Ibovespa registrou perdas de 2,0% nessa terça-feira, fechando aos 56.097 pontos. O benchmark da bolsa foi puxado para baixo pelo desempenho negativo das ações da Petrobras, que apresentam a segunda maior participação na carteira teórica do índice.
As ações da petrolífera tiveram forte queda em meio às expectativas com relação ao resultado da estatal. O giro financeiro foi de R$ 6,73 bilhões. Apesar dessa queda, o índice garantiu alta de 3,21% no mês de julho.
O cenário de queda ocorre a despeito da agenda positiva vinda dos EUA, com a produção industrial de Chicago e a confiança dos consumidores ficando acima das expectativas dos analistas. Já a inflação para junho do país veio em linha com o esperado, em alta de 0,2%, conforme medido pelo núcleo do PCE.
Apesar disso, o mercado segue de olho nas notícias vindas da Europa, onde o cenário já não é tão positivo quanto apresentado no final da semana anterior. Dentre os motivos para o descontentamento do mercado, esteve o alerta da OCDE de contração da atividade econômico para o Reino Unido, depois do desempenho do segundo trimestre surpreender negativamente.
Além disso, o ministro das Finanças alemão voltou a defender que não há necessidade de garantir ao ESM uma licença bancária – o que poderia garantir ao fundo a compra de títulos de dívida pública.
O mercado mantém ainda o foco com relação às reuniões do BCE e do Federal Reserve. O primeiro divulgará sua decisão de política monetária apenas na quinta-feira, enquanto o banco central norte-americano anuncia o resultado do encontro na quarta-feira.
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Resultados movimentam ações
Enquanto isso, no front doméstico, a temporada de resultados continua a movimentar o cenário corporativo. Depois de anunciar seus números, as ações da TIM Participações tiveram a segunda maior perda do Ibovespa, atrás apenas dos papéis da PDG.
Por outro lado, os papéis da Usiminas, cujo resultado trimestral veio melhor que o esperado, dispararam nesse pregão. Os da CSN também apresentaram forte alta, depois da Usiminas afirmar que já começou a elevar os preços do aço para distribuidores e indústria.
Ainda por aqui, o destaque na agenda econnômica fica por conta do superávit primário de R$ 2,8 bilhões em junho, conforme anunciado pelo Banco Central, em um valor muito abaixo do que era esperado pelo mercado.
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Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,53%, terminando a R$ 2,0490 na venda.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam próximos à estabilidade. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,82%, com queda de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável, a 129,17% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve baixa de 2,2%, passando de 182 pontos na sessão anterior para 178 pontos.