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SÃO PAULO – Com o aumento da oferta e a facilidade em se obter crédito, aumentou o número de brasileiros da baixa renda que pretendem tomar empréstimo para comprar um carro. Dentre a população que ganha ate R$ 2,1 mil por mês e que pretende pedir um empréstimo nos próximos 12 meses, 13,3% querem fazê-lo para comprar um carro. Essa proporção era de 7,1% em outubro de 2006, segundo o Índice de Confiança do Consumidor, calculado pela Fundação Getúlio Vargas.
“Se antes esses consumidores conseguiam comprar modelos de segunda mão, hoje já podem adquirir um novo. Isso reflete também a renovação da frota”, explicou o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo.
Aquecimento do mercado
Neste ano foi ampliado o prazo para pagamento. Se antes o cliente conseguia financiar um auto em até 72 meses, hoje já é possível dividir a conta em 84 meses.
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E essa facilidade reflete em maior aquecimento do mercado: segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), até setembro, foram 1,6 milhão de unidades, mostrando alta de 27,50% sobre o resultado de 2006.
Alta renda x baixa renda
Por outro lado, caiu a proporção de entrevistados da alta renda – com ganho mensal acima de R$ 9.600,01 – com a intenção de contrair um financiamento nos próximos 12 meses para comprar um carro. Conforme a FGV, o total passou de 11,2% em 2006 para 5% neste ano.
“Isso ocorre porque essas pessoas já tomaram crédito para a compra do carro. Isso de maneira nenhuma é um resultado negativo”, esclareceu Campelo.
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A mesma pesquisa mostra que dos consumidores que haviam obtido crédito nos 12 meses anteriores, 12,2% o tinham feito para a compra de carros, dentro da alta renda, contra 4,7%, da baixa renda.