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SÃO PAULO – O apetite pelas compras neste fim de ano pode ser recorde, tomando como base o desempenho de dezembro nos últimos cinco anos. A previsão é do Iedi (Instituto para Estudos do Desenvolvimento Industrial), que aponta como principal fator para o aquecimento das vendas o aumento da confiança do consumidor – em quase 115 pontos, segundo a FGV – e, portanto, maior intenção de gastar e tomar crédito.
Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no último mês de 2006, tomando como base novembro, as vendas do varejo caíram 0,5%. No ano, o aumento acumulado foi de 6,2%. Ao analisar os dados referentes a 2007, conforme a última pesquisa da entidade, apenas nos nove primeiros meses do ano o avanço já havia sido de 9,6%.
Desenvolvimento da confiança
De acordo com o Iedi, quando feita uma comparação deste ano com outro período favorável da economia, como 2004, por exemplo, é possível verificar que àquela época o otimismo cresceu muito mais e de forma mais rápida. Na avaliação da entidade, isso é um sinal de que, em tendo seqüência a presente expansão econômica, o ânimo do consumidor poderá evoluir muito mais.
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Foi lembrado ainda que, em boa parte de 2007, enquanto a confiança dos empresários na economia foi sendo progressivamente revista para melhor, a dos consumidores pouco se alterava, não acompanhando a reativação evidente e crescente no nível de atividade econômica.
“O brasileiro já havia presenciado processos como esse, porém o fôlego sempre foi muito curto, de forma que aprendeu a ser cauteloso. Talvez por isso se permitiu ficar mais otimista somente após ter sido consolidado o novo quadro econômico”, adicionaram.
Expectativas
A expectativa era que, até o final do ano, a proporção de crédito em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) atingisse a casa dos 35%. Contudo, após a publicação da Nota de Política Monetária com dados sobre outubro nesta semana pelo Banco Central mostrar que, no décimo mês do ano, a proporção já havia atingido 34%, a estimativa da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) foi revisada para 36%.
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Além disso, a melhora da economia, principalmente no que diz respeito ao aumento da renda e do emprego, estimulou o crescimento na casa dos 12% da intenção de gasto médio do brasileiro com o presente de Natal. De acordo com a FGV, os compradores pretendem desembolsar uma média de R$ 58 neste fim de ano, contra pretensão de R$ 51,60 anunciada em 2006.