Liberação de crédito imobiliário deve somar 10% do PIB em 2020

Apenas para se ter uma idéia, no Chile, essa fatia é de 17%, enquanto nos Estados Unidos fica em 65%

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SÃO PAULO – A liberação de crédito imobiliário deve atingir 10% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2020. A previsão é da escola de Projetos da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que estima a liberação de dinheiro para a compra da casa ou do apartamento em atuais 3,5%. Apenas para se ter uma idéia, no Chile, essa fatia é de 17%, enquanto nos Estados Unidos fica em 65%.

“Essa estimativa foi feita com base no crescimento da demanda”, explicou Ana Castelo, professora da entidade. “Para que esse processo se intensifique, são necessárias algumas medidas, como o estímulo ao mercado de imóveis usados e a criação do crédito positivo”, adicionou.

Em reais

De acordo com a Nota de Política Monetária do Banco Central com dados de setembro, o volume de recursos destinados ao financiamento de imóveis para pessoas físicas, no total acumulado até aquele mês, ultrapassou todo o volume concedido em 2006. Foram R$ 14 bilhões liberados nos nove primeiros meses, sendo que, nos 12 meses do ano passado, esse total foi de quase R$ 12 bilhões.

Analisando apenas o total até setembro, em ambos os anos, é verificado um aumento na ordem de 62%, passando de R$ 8,461 bilhões para R$ 14,010 bilhões. Mesmo com esse resultado, em outubro, houve novo avanço, de 2,4%, sobre o mês anterior.

Boom?

Em artigo publicado na revista Conjuntura da Construção, periódico promovido pelo Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo) e pela GVProjetos, essa nova tendência na liberação de dinheiro para a compra da casa não deve ser avaliada como um “boom”.

“O crescimento não se deu “de repente”: 2007 será o quarto ano de aumento contínuo de atividade do setor da construção. Nesses quatro anos, a área habitacional tem sido uma das principais responsáveis pelas taxas de crescimento”, afirmou.