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SÃO PAULO – Somente 32,2% da classe C declara-se apta a utilizar um mecanismo de busca de informação virtual, segundo estudo realizado pela McCannErickson, a pedido do instituto Data Popular. O dado revela que o conhecimento sobre informática e tecnologia nessa parcela da população ainda é baixo, apesar da concessão de crédito para a compra de computadores e o barateamento do custo dos equipamentos, iniciativas recentes promovidas pelo governo, permitirem a entrada no mundo da informática.
Ainda segundo o levantamento, o total de pessoas com acesso à internet em casa aumentou 24,4% no primeiro semestre, chegando a 27,5 milhões de pessoas. Já são mais de 49,7 milhões de brasileiros internautas, considerando apenas a população com mais de 16 anos com acesso à rede.
Considerando o uso da banda larga, entre 2000 e março de 2007, o número de acessos passou de 200 mil para 6 milhões, o que comprova, a exemplo da aquisição do computador, que os brasileiros consideram esses dois investimentos necessários para suas carreiras e educação dos filhos.
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Mudança de vida
Para a pesquisa, foram entrevistadas 900 pessoas, homens e mulheres, entre 18 e 65 anos, em pontos de fluxo de São Paulo, e realizadas dez entrevistas mais detalhadas com usuários de internet.
Quando perguntadas se a internet mudou suas vidas, 68,4% dos pesquisados da classe A e 32% da classe E responderam afirmativamente a questão.
Não só o computador e a internet foram analisados pelo estudo. Outros produtos de tecnologia foram estudados. A pesquisa constatou que existem 6,1 milhões de telefones fixos, 2 milhões de TVs a cabo, 3,2 milhões de computadores ligados à internet, além 2 milhões de internetpor banda larga.
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Desempenho das regiões brasileiras
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a região Sudeste do país apresenta a maior porcentagem de brasileiros com computador e disponibilidade de acesso à internet de alguma maneira: 84,51% e 91,80% respectivamente.
Na seqüência, aparece a Região Sul, onde 83,68% das pessoas têm computador e 91,58% têm condições de navegar pela rede. Por outro lado, o Norte apresenta o pior desempenho. Nessa região, 68,31% da população possui computador pessoal, enquanto 78,30% acessam a internet.