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Fortalecido pelas blue chips, o Ibovespa registrou forte alta de 1,78% nesta terça-feira (19), terminando aos 57.195 pontos. Consolidando a tendência de ganhos dos últimos dias, o índice fecha na máxima desde o dia 14 de maio, quando havia terminado a 57.539 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,89 bilhões.
O desempenho de empresas com grande volume de negociações no Ibovespa impulsionou os ganhos do índice. No aguardo de um possível aumento no preço da gasolina, as ações da Petrobras (PETR3, +4,82% PETR4, +3,97%) tiveram forte valorização, terminando entre as maiores altas. Os ativos da Vale (VALE3, +2,41%; VALE5, +2,58%) também tiveram ganhos superiores ao índice. Juntas, as duas empresas representam mais de 20% do índice.
G20 anima
A reunião do G20, grupo das 19 economias mais relevantes do mundo e a União Europeia, também trouxe otimismo ao mercado. Os cinco membros dos Brics decididiram sobre o novo aporte de recursos ao FMI, no valor de US$ 85 bilhões. Os países também podem assinar um acordo para realizar trocas usando suas próprias moedas.
Por sua vez, Angela Merkel, chanceler alemã, sinalizou retirar oposição para a utilização dos recursos do EFSF e do ESM para compra de títulos de países em crise – aliviando a pressão sobre o refinanciamento de suas dívidas. Contudo, a principal economia europeia tem enfatizado não querer renegociar as condições do pacote de resgate grego, como desejam os membros dos partidos vencedores das eleições na Grécia.
Destaque de ações
As ações da JBS lideraram os ganhos do Ibovespa, com alta de 6,17%, terminando aos R$ 6,37. Por sua vez, os papéis do Banco do Brasil tiveram alta de 4,11%, terminando a R$ 20,76. Na ponta negativa, destaque para as ações da BM&FBovespa, que recuaram 2,02% e fecharam a R$ 10,20. Já a PDG Realty viu seus papéis recuarem 1,66%, terminando a R$ 3,56.
Agenda econômica
Na agenda de indicadores, o destaque nacional ficou com a divulgação do IPC referente a segunda semana de junho, que marcou inflação de 0,25%. Já o IGP-M registrou na segunda medição de junho taxa de 0,63%.
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Nos Estados Unidos, o Housing Starts, registrou 708 mil imóveis em início de construção em maio, abaixo das expectativas. Enquanto o Building Permits computou 780 mil permissões, resultado superior ao que era projetado pelos analistas do mercado. Já a Espanha adiou a conclusão da segunda fase da auditoria em bancos, para setembro.
Tombini otimista
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, destacou em evento realizado pela revista Istoé Dinheiro, que o cenário externo ainda é desafiador, por conta da crise na Europa e a desaceleração na China. Contudo, Tombini mostrou otimisto ao ressaltar que o PIB brasileiro deve acelerar no 2º semestre, enquanto a inflação deve continuar a caminhar para o centro da meta – em 4,5%.
Dólar
Em queda durante todo o dia, o dólar comercial fechou a sessão desta terça-feira (19) com desvalorização de 1,44%, cotado a R$ 2,0275 na venda, indicando alívio por parte dos investidores e a redução do sentimento de aversão ao risco.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam praticamente estáveis. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,03%, mesmo patamar do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,26%, a 129,91% do valor de face. Já o indicador de risco-País avançou 1 ponto-base nesta sessão, aos 211 pontos.