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SÃO PAULO – Se no pregão de quarta-feira (20) os mercados não se decidiam entre ganhos e perdas, na expectativa por novos estímulos na economia dos EUA, nesta data a trajetória parecer ser uma só: queda.
E isso acontece em todos os mercados. Nos contratos futuros dos EUA, nos índices acionários da Europa e até mesmo nos preços de commodities, o que leva mineradoras, como a BHP Billiton e a Rio Tinto, ao campo negativo. E, com isso, vale atenção extra em como as principais empresas da bolsa brasileira, a Petrobras (PETR3, PETR4) e a Vale (VALE3, VALE5), irão se comportar.
A petrolífera ainda ganha atenção especial pela divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) nessa manhã. Uma queda no ritmo inflacionário pode acenar para uma alta no preço dos combustíveis, expectativa que tem guiado fortes altas das ações da empresa.
Gigante asiático perde força
Tal sentimento negativo decorre de novos sinais de desaceleração na China. Por lá, com os pedidos de exportação à indústria no menor nível desde março de 2009, o Manufacturing PMI (Purchasing Manager’s Index) do país caiu mais em junho, para sua mínima em 7 meses, conforme dados prévios medidos pelo HSBC. Da mesma forma, a produção atinge o pior patamar em três meses.
“A forte queda nos preços e a moderação nos novos pedidos sugerem fraca demanda doméstica, o que significa pressões de desestocagem para as manufaturas chinesas. Tudo isso provavelmente pressionará no mercado de trabalho”, escreve em relatório Hongbin Qu, economista-chefe do HSBC. Vale lembrar que, ainda neste mês, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso alertava que o Brasil deveria prestar mais atenção à economia chinesa do que à europeia.
Até a Alemanha pisa no freio
De qualquer modo, na Europa a situação não é melhor. O PMI Composto da Zona do Euro não se alterou sobre maio, permanecendo na mínima de 35 meses. Esse desempenho foi resultado de uma melhora no setor de serviços, enquanto a indústria apresentou uma piora. Ao analisar os números mais a fundo, a Alemanha merece atenção especial.
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O PMI que mede a produção tanto do setor de serviços quanto da manufatura do país mostrou queda e atingiu a mínima em três anos. Tim Moore, economista-sênior da Markit, responsável pela pesquisa, escreveu que apesar de um cenário de ‘drachmageddon’ [saída grega da Zona do Euro e o retorno ao drachma] ter sido evitado, há cada vez mais o consenso entre os empresários que as turbulências da região já afetaram a projeção de crescimento para todo o ano.
Grécia e Espanha perdem atenção
Por falar nela, espera-se para essa quinta-feira o anúncio dos ministros que comporão o governo da Grécia, liderado por Antonis Samaras.
Enquanto isso não acontece, os investidores ainda avaliam a Espanha, onde o rendimento dos títulos públicos no mercado secundário continua em forte queda, já retornando aos 6,5% e dando certo alívio ao mercado. O país ainda realizou um leilão de títulos nesta manhã, com vencimentos em 2014, 2015 e 2017, nos quais captou 2,2 bilhões de euros, ligeiramente acima dos 2 bilhões de euros pretendidos, mas mais uma vez a um custo bem superior aos das últimas emissões, que ocorreram entre o início de maio e meados de março.
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EUA ofuscado, mas pode voltar à cena
Com tudo isso, a extensão da Operação Twist pelo Federal Reserve e o corte nas projeções econômicas dos EUA parece ter sido ofuscada pelos mercados. Contudo, o país pode voltar à cena, com diversos indicadores a serem anunciados logo mais.
Destacam-se, por lá, os pedidos de auxílio-desemprego na última semana, assim como as vendas de imóveis existentes em maio e a atividade industrial na região de Filadélfia, em junho. Por fim, o país divulga o Leading Indicators para maio, que compila diversos outros dados.