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SÃO PAULO – A bolsa brasileira voltou a operar normalmente nesta terça-feira (26), após uma falha de sistema na véspera, me registra alta, na tentativa de recuperar as perdas do último pregão. Por volta das 10h40, o Ibovespa registra valorização de 0,33%, aos 53.985 pontos. O benchmark, contudo, chegou a abrir em alta de 0,5%.
Na última segunda-feira, o Ibovespa caiu 2,95%, pressionada pelas ações da Petrobras (PETR3, PETR4), encerrando aos 53.805 pontos. O sistema da bolsa ficou travado desde às 13h13 (horário de Brasília), o que gerou restrição nas negociações, já que pessoas físicas perderam sua principal ferramenta de investimentos – o homebroker.
Dentre os papéis que negociados nesta manhã, destaque para Brookfield (BISA3, R$ 3,36, +2,75%), PDG (PDGR3, R$ 3,39, +2,11%), e Ultrapar (UGPA3, R$ 43,96, +1,52%).
No Velho Continente, novos problemas
As notícias na Zona do Euro continuam surpreendendo os mercados. Nesta manhã, o jornal Financial Times revelou que a União Europeia está desenvolvendo um plano para concentrar poderes suficientes para reescrever o orçamento dos países em desacordo com as regras de déficit.
Tal proposta está alinhada com a ideia de união fiscal, pregada entre os líderes. Já o Wall Street Journal publica que está em discussão a questão da supervisão do setor bancário, tarefa que passaria dos países para o BCE (Banco Central Europeu).
Contribuindo para o clima de instabilidade, a Moody’s decidiu rebaixar o rating de 28 bancos espanhóis na véspera, justamente no dia em que o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, oficializou o pedido de resgate. O Santander e o BBVA, maiores bancos do país, estão na lista.
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O Chipre também formalizou seu pedido de resgate à União Europeia, elevando os temores de que o efeito dominó da crise da dívida ainda não terminou. O país é o quinto a precisar de ajuda no continente, depois de Irlanda, Portugal, Grécia e Espanha.
A Grécia, inclusive, foi outro alvo de preocupações, ao passo que o mercado vê menos possibilidades do país conseguir uma negociação bem sucedida com seus credores europeus. Isso porque o primeiro-ministro eleito, Antonis Samaras, anunciou que não poderá comparecer ao econtro de cúpula da União Europeia nos próximos dias 28 e 29. Além disso, o novo ministro, Vassilis Rapanos, de Finanças pediu demissão por problemas de saúde e já foi reposto, agora por Yiannis Stournaras.
Como consequência, Itália e Espanha tiveram de arcar com o aumento da aversão ao rico no bloco monetário. Nesta manhã, os países foram ao mercado de títulos públicos e pagaram juros mais elevados para se financiarem. A Espanha é o caso mais preocupante, já que emitiu papéis de até seis meses e levantou € 3 bilhões de euros, mas pagou o maior valor nessa linha desde novembro.
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Agenda norte-americana
A S&P (Standard & Poor’s) divulgou nesta terça-feira (26) que os preços dos imóveis norte-americanos caíram 1,9% em abril, na base de comparação anual. A queda no S&P/Case-Shiller Index foi menor que a esperado pelo consenso do mercado, de 2,5%. Mais tarde, às 11h, o país divulga o índice de confiança do consumidor.