Estoques de petróleo dos EUA permanecem estáveis na passagem semanal

Estoques de gasolina, por sua vez, sobem 1,0% no período, enquanto refinarias operaram com capacidade de 92,6%

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos permaneceram praticamente estáveis no período entre 18 e 22 de junho, registrando ligeiro decréscimo de 100 mil barris, chegando ao patamar de 387,2 milhões de barris. No mesmo período, os estoques de gasolina subiram em 2,1 milhões de barris, ou 1,0%, para 204,8 milhões de barris.

Os dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Departamento de Energia norte-americano mostram ainda que as refinarias do país operaram com 92,6% de sua capacidade operacional total, frente aos 91,9% observados na última semana.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 22/06/2012   Semana até 15/06/2012   Variação
Óleo Bruto 387,2 387,3 –
Gasolina 204,8 202,7 +1,0%
Derivados 153,2 152,1 +0,8%
Óleo para calefação 25,5 26,0 -1,7%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 22/06/2012   Semana até 24/06/2011  Variação
Óleo Bruto 387,2 359,5 +7,7%
Gasolina 204,8 213,2 -3,9%
Derivados 153,2 156,8 -2,3%
Óleo para calefação 25,5 33,5 -23,8%

Cotações
O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, segue cotado a US$ 97,52 no pregão desta segunda-feira, permanecendo estável em relação ao último fechamento. Com o desempenho no dia, o petróleo acumula forte baixa de 4,50% neste mês de junho. Por sua vez, a variação no ano ficou negativa em 9,65%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 107,93 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em agosto de 2012, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, segue cotado a US$ 84,17 por barril, permanecendo estável frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Ao lado da China, os EUA são os maiores consumidores mundiais de óleo bruto e, com isso, a relação entre oferta e demanda apresentada pelo país exige acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.