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O Ibovespa não conseguiu completar sua terceira semana consecutiva de alta e acumulou queda de 1,96% entre o período de 25 a 29 de junho, fechando esta sexta-feira aos 54.316 pontos.
O índice teve forte alta na sexta-feira, após o resultado primeiro dia de reuniões na Zona do Euro, com a autorização da recapitalização direta dos bancos e a compra de títulos públicos, além de um plano de crescimento em € 120 bilhões. Apesar da notícia melhorar o humor do mercado na última sessão da semana, não conseguiu reverter as perdas para o período.
O índice esteve bastante pressionado pela forte queda de 40,54% das ações da OGX Petróleo, que terminaram a semana a R$ 5,50. A terceira ação mais expressiva do índice sofreu os efeitos da desconfiança do mercado, após a empresa anunciar que sua produção inicial no campo de Tubarão Azul será muito abaixo do que o mercado esperava. Os papéis chegaram a apresentar alguma recuperação na sexta-feira, quando encerraram com alta de 8,91% (R$ 5,50).
Europa e economia brasileira no radar
O noticiário europeu permaneceu em destaque na semana. Entre as notícias em destaque. o Chipre se tornou o 5º país a pedir dinheiro no continente europeu. A semana também marcou a formalização do pedido espanhol para recapitalizar os bancos. Antecipando a piora da situação, a agência de classificação de risco Egan-Jones cortou o rating alemão de AA- para A+.
Por aqui, o governo continuou a tomar medidas para estimular o crescimento. O Banco Central cortou os depósitos compulsórios de 12% para 6%, enquanto o ministério da Fazenda reduziu a TJLP de 6% para 5,5% ao ano. O crescimento do país preocupa as autoridades, e o BC revisou para baixo sua projeção de crescimento para o PIB em 2012, de 3,5% para 2,5%.
Destaques corporativos
Na semana, a ponta positiva ficou com as ações da Braskem, que terminou o período em alta de 9,05%, terminando a R$ 13,38. Por sua vez, os papéis da Fibria tiveram ganhos de 7,51%, terminando a R$ 14,88. As ações da Souza Cruz terminaram na 3ª posição, com alta de 7,47% no período, fechando a sexta-feira a R$ 29,48.
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Já a ponta negativa foi dominada pelas empresas de Eike Batista. Além da queda dos papéis da OGX, as ações da MMX Mineração recuaram 15,58%, terminando a R$ 5,85. A terceira maior queda, porém, foi dos papéis ordinários da Usiminas, que recuaram 13,74%, terminando a R$ 7,72.
Agenda da próxima semana
Dentro da agenda do investidor para a primeira semana de julho, os investidores estarão atentos ao relatório de emprego divulgado nos Estados Unidos e às reuniões de política monetária na Europa. Além disso, a China revelará diversos indicadores de atividade econômica no país.
No front doméstico, o destaque fica por conta dos relatórios de inflação, em especial ao IPCA de junho.
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Ainda nessa semana, o Banco Central divulga o IC-Br referente ao mês de junho. O indicador mede a parcela das variações de preços das commodities nos mercados internacionais que são mais sensíveis às mudanças nas condições econômicas.