Publicidade
SÃO PAULO – Guiadas pela divulgação do resultado trimestral, as ações da Hypermarcas (HYPE3) lideraram os ganhos do Ibovespa, com valorização de 5,75%, aos R$ 12,68, enquanto o Ibovespa teve alta de 0,66%. Considerando o movimento no intraday, o ativo chegou a alcançar ganhos de 6,42%, quando bateu sua máxima do dia (R$ 12,76).
Vale ressaltar que o volume financeiro movimentado pelos ativos HYPE3 também foi bastante expressivo nessa sessão, alcançando R$ 104,18 milhões. Esse giro financeiro está bem acima da média dos últimos 21 pregões, de R$ 44,23 milhões.
“A empresa sinalizou que está cumprindo com o que prometeu no ano passado, essa era uma dúvida do mercado”, afirma Carlos Muller, analista da Geral Investimentos, o qual se disse surpreso positivamente com os números. O analista diz que, apesar da margem bruta cair em função do aumento de despesas com marketing, as operações de um modo geral melhoraram bastante.
Continua depois da publicidade
Muller lembra, ainda, que no ano passado a companhia perdeu mercado, o que penalizou bastante as ações e levou a uma revisão do modelo de crescimento da companhia, incluindo o desinvestimento em algumas áreas, com o foco maior em farmácia e consumo pessoal. Em 2011, as ações da companhia despencaram 62,0%, enquanto nesse ano as ações da empresa trilham um movimento de recuperação, já em alta de 49,18%.
Nos três primeiros meses do ano a Hypermarcas apresentou uma receita líquida de R$ 897,1 milhões, número que surpreendeu as estimativas do mercado. “A receita melhorou bastante, assim como as vendas melhoraram muito, acima do mercado”, complementa Muller.
Otimismo, mas nem tanto
Segundo projeções da Ágora Corretora, a receita da companhia seria de R$ 840,0 milhões. Assim, ainda antes da divulgação do resultado trimestral, a equipe de análise da corretora havia elevado o preço-alvo para os papéis da empresa, passando de R$ 9,50 para R$ 13,80, um potencial teórico de valorização de 8,83%, conforme cotação de fechamento dessa dara. “Acreditamos que os riscos de um período prolongado de resultados fracos acabaram”, escrevem em relatório.
Continua depois da publicidade
Apesar disso, os analistas ressalvam que os resultados operacionais já foram precificados e, assim, há um risco de potencial surpresas negativas. Por conta disso, a recomendação da corretora ainda é de manutenção para os papéis.
Já a equipe da XP Investimentos, a qual classificou os números como neutro, escreve que, mesmo com os números desta segunda-feira, ainda falta uma sequência de resultados consistentes para o ativo deixar de ter desconfiança do mercado.