Resumo Diário

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Mostrando recuperação depois de recuar até a região dos 60.000 pontos, o Ibovespa terminou esta terça-feira (8) em queda de 1,40% – aos 60.365 pontos, o seu menor patamar desde 16 de janeiro, quando havia fechado a 59.946 pontos. O mercado se viu assustado pelas declarações da esquerda grega, que quer anular o acordo de pagamento da dívida do país. O giro financeiro foi de R$ 7,07 bilhões.

Políticos anti-austeridade ganharam força não apenas nas eleições gregas de domingo, como nas italianas, francesas e alemãs, elevando o sentimento de aversão do risco. O mercado também avaliou a possibilidade do governo da Espanha tomar controle do Bankia, uma instituição financeira do país. Embora não tenha tomado o poder, o Banco Central espanhol destacou que apoiará o banco da maneira que for preciso.

Destaque de ações
As ações da JBS registraram recuo de 4,53% nesta sessão, fechando a R$ 7,16 e liderando as perdas do Ibovespa. Duas imobiliárias também terminaram entre as cinco maiores quedas da sessão: Rossi Residencial e Gafisa. 

No lado positivo estiveram duas ações de imobiliárias: os papéis da PDG Realty tiveram ganhos de 2,99% aos R$ 5,17 e os ativos da MRV Engenharia registraram ganhos de 1,05% aos R$ 12,49.

Agenda de indicadores
Na agenda doméstica, os investidores acompanharam a divulgação feita pela FGV do IPC-S, que marcou inflação de 0,57% na primeira semana de maio. Já o IGP-DI, registrou taxa positiva de 1,02% em abril.

Na Alemanha, o destaque ficou por conta da produção industrial de março. O índice mostrou alta de 2,8% na passagem mensal, superando as expectativas do mercado, que era de alta entre 0,1% e 0,8%. O FMI afirmou que suas perspectivas para a Alemanha são melhores no segundo semestre. Essa sessão não contou com números relevantes dos Estados Unidos.

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Dólar
Com maior clima de aversão ao risco no mercado, o dólar comercial fechou com forte alta de 0,93%, cotado a R$ 1,9387 na venda. Desta forma, a divisa norte-americana chega a seu maior patamar desde 14 de julho de 2009, quando ficou em R$ 1,970.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,37%, 0,11 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02%, a 132,67% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou em alta de 4 pontos-base nesta sessão, terminando aos 190 pontos.