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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (11). Embora os dados da confiança do consumidor norte-americano tenham vindo acima das expectativas do mercado, a China – o segundo maior consumidor da comodity no mundo – decepcionou os investidores, após mostrar desaceleração no crescimento anual da produção industrial.
A demanda implícita da China por petróleo em abril recuou à mínima de seis meses e registrou seu primeiro declínio anual em pelo menos três anos. Com o país sendo um importante condutor da demanda, uma desaceleração sustentada poderia ameaçar os preços do petróleo, especialmente quando as reservas mundiais estão abundantes, como neste ano.
Além disso, o mercado esteve de olho nas perdas bilionárias do JPMorgan, que levaram as ações a caírem mais de 9% – a maior queda do índice acionário Dow Jones – contribuindo para o pessimismo desta sessão. O presidente-executivo do banco, Jamie Dimon, revelou uma surpreendente perda de US$ 2 bilhões em investimentos feitos por seus operadores. Ele confirmou que o saldo negativo têm a ver com um operador, chamado de “London Whale”, que estaria muito comprado numa posição em que os fundos de hedge apostaram contra.
Cotações
Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 112,11 no pregão desta sexta-feira, leve baixa de 0,17% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em junho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 95,86 por barril, configurando uma baixa de 0,89% frente ao fechamento anterior.