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SÃO PAULO – Grécia, Itália, Espanha, China, risco. A semana se inicia com as mesmas palavras que derrubaram os mercados na semana anterior e que elevam as incertezas econômicas desde o início deste mês em foco. Essas palavras, também, ajudam a derrubar os mercados mais uma vez nesta segunda-feira (14), com destaque para as fortes perdas na Europa.
Entretanto, a Grécia é o principal temor dos investidores. As negociações para a formação de um novo governo, sob responsabilidade de Evangelos Venizelos, líder do Pasok, não avançaram durante o fim de semana, mas tudo indica que, assim como os outros dois partidos mais votados, ele também falhará e novas eleições deverão ser convocadas para o próximo mês.
Ainda no cenário político, a Alemanha se junta ao rol do grupo de políticos pundidos nas urnas pela atual crise. O partido da chanceler alemã Angela Merkel foi derrotado no maior estado do país, segundo dados preliminares, gerando dúvidas se a chanceler conseguirá se manter no poder nas eleições do próximo ano.
No entanto, o grande número de políticos defendendo o cancelamento do acordo firmado entre a Grécia e os credores internacionais parecem ser a maior fonte de preocupação dos mercados – neste domingo foi a vez do presidente do KKE, partido comunista, discursar em favor do cancelamento dos termos -, já que provavelmente conduziria a Grécia para fora da Zona do Euro e arrastaria outros países para uma situação pior, especialmente Espanha e Itália.
Grécia cada vez mais perto de sair
“Se a Grécia sair do euro, isso ativaria uma série de eventos que carregam severas implicações negativas ao sistema bancário”, alerta a Moody’s em seu relatório semanal, enquanto declarações de políticos ao redor da Zona do Euro dão a entender que uma saída do país seria gerenciável. Assim, membros do Eurogrupo se reunirão nesta tarde para discutir a situação do país.
“O foco será nos sinais que podem dar uma luz sobre as medidas de crescimento esperadas e se as metas fiscais na Espanha e na Grécia podem ser relaxadas”, escreve em relatório Signe Roed-Frederiksen, analista sênior do Danske Research.
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Espanha: uma economia mais arriscada
Mas a crise também já mostra sinais na Espanha e na Itália, como se pode observar na alta do custo para estes países se financiarem. Em leilões realizados nesta data, ambos conseguiram se financiar próximo ao limite máximo pretendido, em € 2,90 bilhões e € 5,25 bilhões, respectivamente.
Entretanto, o caso da Espanha demanda mais atenção, tendo em vista que essa oferta, com papéis de curto prazo, foi marcada por uma alta no rendimento exigido pelos investidores e uma queda na demanda. Por lá, esse movimento ainda reflete a decisão do governo na semana passada, em exigir aos bancos mais € 30 bilhões para cobrirem possíveis perdas com empréstimos imobiliários.
China reduz compulsório
Do outro lado do mundo, a China também merece umas linhas, tendo em vista que após dados econômicos surpreendentemente negativos, o banco central do país confirmou as expectativas e cortou o compulsório em 50 pontos-base, na tentativa de estimular os bancos a conceder mais crédito e estimular a economia, mas isso não foi suficiente para levar as bolsas asiáticas ao campo positivo nesta data.
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OGX, Oi, Cemig: temporada de resultados se intensifica
Por aqui no Brasil, são poucos os fatos econômicos que merecem atenção, mas muitos os resultados que devem ser acompanhados de perto pelos investidores. Ofuscando o relatório Focus – que trouxe um aumento nas expectativas inflacionárias no ano, enquanto a taxa Selic e o PIB (Produto Interno Bruto) caíram para 8,00% ao ano e 3,20%, respectivamente – destacam-se as expectativas pelos números trimestrais da OGX (OGXP3), Grupo Oi (OIBR3, OIBR4), Cemig (CMIG4), Marfrig (MRFG3) e MPX (MPXE3), apenas para citar algumas, que serão anunciados após o fechamento do pregão.