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Em seu quinto pregão consecutivo no vermelho, o Ibovespa registrou forte queda de 3,21% nesta segunda-feira (14) – seu pior desempenho diário desde 22 de setembro de 2011, quando caiu 4,93% -, terminando aos 57.539 pontos. O índice atingiu sua mínima desde o último pregão de 2011, no dia 29 de dezembro, quando havia fechado aos 56.754 pontos, fazendo com que o índice praticamente zerasse os ganhos anuais – agora de apenas 1,38%. O giro financeiro foi de R$ 6,32 bilhões.
Embora a China tenha rebaixado os compulsórios bancários para estimular o crescimento da sua economia, o mercado voltou a se preocupar com a Grécia, que caminha a passos largos para deixar a Zona do Euro. Nesta segunda, foi a vez da agência de classificação de risco Moody’s reiterar a existência deste o risco.
O JP Morgan também esteve no centro das discussões, após a perda bilionária noticiadas na quinta-feira passada. A agência de classificação Fitch rebaixou o rating do banco, temendo novas perdas no 2º trimestre. Além disso, a instituição financeira norte-americana anunciou a saída da diretora de investimentos Ina Drew, que deverá ser substituída pelo executivo Matt Zames.
Imobiliárias lideram perdas; apenas duas ações subiram
As imobiliárias dominaram a ponta negativa do Ibovespa. O destaque ficou com a Brookfield que viu suas ações recuarem 14,87% aos R$ 4,18, após o seu resultado trimestral mostrar queda de 94% no lucro líquido. Eles foram acompanhos pelos papéis da PDG Realty, que caíram 10,15%, fechando aos R$ 4,07 – em reflexo à renúncia de alguns dos diretores da companhia. Apenas dois papéis registraram alta na sessão – foram os ativos da Ambev que tiveram ganhos de 0,31% e os da Souza Cruz, cujos papéis avançaram 0,04%.
Focus volta a reduzir Selic
A agenda desta segunda-feira não contará com indicadores relevantes nos Estados Unidos e assim as atenções voltaram para o front doméstico. O relatório Focus trouxe nova redução da taxa básica de juro, a Selic, para 8,00% ao ano em 2012, enquanto a balança comercial mostrou superávit de R$ 1,631 bilhão na 2ª semana de maio. Ainda por aqui, Guido Mantega, ministro da Fazenda, destacou que o governo não intervirá no câmbio – que se aproxima da faixa dos R$ 2.
Dólar
Apresentando alta durante toda a sessão, o dólar comercial encerrou o dia com valorização de 1,73%, cotado a R$ 1,9899 na venda, maior cotação desde 10 de julho de 2009, quando atingiu R$ 2,002. Vale ressaltar que na parte da tarde, o dólar ultrapassou a marca dos R$ 2,00, atingindo o máximo de R$ 2,005.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,38%, 0,12 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,29%, a 132,13% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou em alta de 10 pontos-base nesta sessão, terminando aos 208 pontos.