Ibovespa opera em queda de 0,3%, em meio à expectativa da cúpula da UE

Notícias de China, Japão e Itália pressionam as bolsas lá fora; benchmark mostra forte volatilidade nesta manhã

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SÃO PAULO – Ponderando entre os sinais de apreensão emitidos pelas economias de Europa e Ásia e a correção das fortes perdas registradas na véspera, o Ibovespa inicia o pregão desta quarta-feira (23) sob forte volatilidade, registrando queda de 0,30%, aos 54.872 pontos, segundo cotação das 10h33 (horário de Brasília).

Contudo, nesses poucos minutos de negociação, o benchmark da bolsa brasileira já chegou a operar com leve alta de 0,02% e com queda de 0,6% quando bateu suas pontuações máxima e mínima do intraday, respectivamente.

A expectativa acerca da cúpula da União Europeia aparece em evidência nesta sessão. Os principais líderes da região devem expor as diferenças entre a Alemanha, defensora dos programas de austeridade, e outros países da região, principalmente a França, onde o recém-eleito François Hollande pede por medidas que estimulem o crescimento econômico. A emissão de títulos de dívida conjuntos, um fundo de resgate ainda maior e a recapitalização de bancos são itens que também podem estar na pauta de discussão.

Pessimismo
Apesar de muitos esperarem um resultado positivo neste encontro, outras referências do velho continente têm ajudado a manter o clima de aversão ao risco nos mercados. Em entrevista ao jornal Wall Street Journal, o ex-primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, alertou que não se deve ignorar que preparações para conter uma possível saída do país estão sendo feitas. Já a Itália surpreendeu negativamente ao mostrar em maio o menor resultado do índice de confiança dos consumidores desde 1996.

Essas notícias negativas ganham ainda mais força por conta das referências asiáticas. Por lá, destaque para a revisão da estimativa de expansão da economia chinesa para este ano feita pelo Banco Mundial, que passou de 8,4% para 8,2%. Além disso, a balança comercial do Japão decepcionou ao mostrar um ritmo de crescimento menor que o esperado nas exportações de abril, levantando o risco de uma demanda externa mais fraca limitar o crescimento da terceira maior economia do globo.

Destaques do pregão
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para LLX  (LLXL3, R$ 2,39, -2,85%),  OGX (OGXP3, R$ 10,93, -2,24%),  Lojas Americanas (LAME4, R$ 11,86, -2,06%), Hering (HGTX3, R$ 40,02, -1,79%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 21,03, -1,77%). 

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Na outra ponta, destaque para as ações da Vanguarda Agro (VAGR3), que sobem 2,78%, ou um centavo, cotadas a R$ 0,37. Os papéis do setor imobiliário também aparecem entre as maiores altas, como Gafisa (GFSA3, R$ 2,70, +2,27%), Rossi (RSID3, R$ 5,27, +2,13%) e PDG (PDGR3, R$ 3,02, +1,68%).

Agenda de indicadores
Além do noticiário bastante movimentado, os investidores ainda deverão se atentar aos indicadores econômicos que serão divulgados nesta quarta. Nos EUA, sairão dados do setor imobiliário e dos estoques de petróleo. 

No Brasil, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) mostrou desaceleração ao registrar inflação de 0,50% na terceira semana de maio, recuo de 0,05 ponto percentual sobre a semana anterior. Mais tarde, será divulgado o resultado semanal do fluxo cambial brasileiro.