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Apesar de encerrrar a semana quase estável, o Ibovespa completou a sua quinta semana consecutiva de queda após registrar perdas de 0,09% no período entre 21 a 25 de maio, fechando esta sexta-feira (25) aos 54.513 pontos. O mercado teve uma semana de indefinições, com o investidor mostrando entusiasmo com a possibilidade de que sejam emitidos títulos de dívida conjuntos na Europa, mas ainda temeroso com a provável saída da Grécia da Zona do Euro.
Entre as referências, o encontro entre os líderes da Itália e França levantou a possibilidade de se emissão de eurobonds e project bonds, embora a Alemanha ainda precise ser convencida. Contudo, o fortalecimento do partido de extrema esquerda na Grécia, contrário às medidas de austeridade, e a posição oficial do banco central alemão, que acredita que a saída do país é “administrável”, ainda assustam os investidores.
Aliado a isso, dados reforçando o cenário de queda na produção industrial nas principais economias mundiais e uma nova rodada de corte de rating de bancos espanhóis ajudaram a evidenciar o momento ruim da economia mundial.
Pessimismo com o Brasil
Além do noticiário lá fora, no Brasil ocorreram revisões na projeção de avanço do PIB por parte do governo, para 4%, e pelos bancos estrangeiros Morgan Stanley e UBS, ambos para 2,7%. O IBC-Br, sinalizador mensal de PIB do Banco Central, mostrou desaceleração.
Essa situação também é sinalizada pelas principais públicações econômicas no mundo. A revista britânica The Economist publicou um artigo na semana anterior adotando um tom mais cauteloso para o país – lembrando que o apetite por commodities da China está recuando. Já o jornal norte-americano Wall Street Journal destacou o crescente intervencionismo do governo e a Foreign Affair, por sua vez, chamou a atenção para as deficiências estruturais da economia nacional.
Destaques corporativos
Após perder 30% de valor na semana anterior, os papéis da PDG Realty registraram expressivos ganhos de 13,56%, terminando cotadas a R$ 3,60, liderando os ganhos do Ibovespa. Outras imobiliárias também estiveram na ponta positiva do índice durante este período, a Brookfield registrou ganhos de 10,96% e a Rossi Residencial avançou 7,42%.
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Na ponta negativa do índice estiveram as ações da B2W Varejo, que recuaram 13,26%, para R$ 6,15. Já os papéis da GOLL tiveram queda de 13,05%, terminando a R$ 8,46, alcançando o posto de segunda maior queda do índice na semana.
Chamou a atenção na semana os rumores de uma possível compra do Santander Brasil pelo Banco do Brasil. Ambos os papéis tiveram forte volatilidade, mas eventualmente terminaram em leve alta. A sexta-feira também marcou o início das negociações dos papéis da CCX Carvão, a sétima empresa de Eike Batista na bolsa nacional.
Outras referências
Entre outras referências, a Fitch cortou o rating japonês para A+, enquanto o Banco Mundial reduziu sua perspectiva para o crescimento da economia chinesa. A indústria chinesa voltou a mostrar contração em abril. Wen Jiabao, primeiro-ministro chinês, destacou que o gigante asiático deve evitar a desaceleração de sua economia. A indústria norte-americana também mostrou desacelaração, embora ainda indique expansão.
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Agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a primeira semana de junho, os investidores estarão atentos, sobretudo, para a reunião do Copom, além do PIB do primeiro trimestre divulgado pelo IBGE e aos indicadores de inflação. A nota de política fiscal pelo BC também ganhará destaque na semana.
No front externo, as atenções estarão voltadas para a divulgação do Relatório de Emprego norte-americano referente ao mês de maio, índice que servirá como uma referência para o ritmo de recuperação da economia dos EUA. Outros indicadores importantes do país são o de atividade do setor imobiliário, além de dados sobre a confiança do consumidor. A China também chamará a atenção nessa semana, com o indicador de atividade industrial.