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SÃO PAULO – Em um dia de aversão ao risco nos mercados internacionais, o Ibovespa mantém a trajetória de queda observada no início desta manhã. Conforme cotação das 13h00 (horário de Brasília), o índice registrava queda de 1,83%, aos 53.630 pontos. No plano internacional o cenário não é diferente: as bolsas norte-americanas perdem mais de 1%, enquanto na Europa alguns dos principais índices, como o CAC 40, de Paris, e o Ibex 35, de Madri, têm perdas acima de 2%.
O foco dos investidores permanece na Europa, o que leva a novos recordes nos mercados. Os contratos para proteção contra um calote da Espanha bateram a maior pontuação na história nesta manhã. No movimento contrário, o rendimento exigido pelos investidores para comprar títulos de dívida nos EUA caiu para o menor nível histórico, o que indica uma busca por ativos seguros.
Confiança na Europa se deteriora
Para continuar nas datas, mais um dado desanimador: a confiança dos empresários e consumidores europeus recuou em maio para o menor nível em dois anos e meio. O indicador recuou de 92,9 pontos no mês anterior para 90,6 neste, abaixo das projeções dos analistas.
Os investidores também continuam atentos ao desenrolrar da crise, principalmente na Espanha. A Comissão Europeia sugeriu que os fundos de resgate fossem usados para recapitalizar os bancos com problemas, como o Bankia. Já na Grécia, onde o mercado aguarda a eleição de 17 de junho, uma pesquisa revelou que 77% dos gregos querem rever os termos do pacote de ajuda internacional, com 44,5% deles pregando que o país saia da Zona do Euro caso as medidas de austeridade não sejam revistas.
Copom e o corte da Selic
Por aqui, a expectativa fica por conta da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), a qual fixará a taxa Selic após este pregão. A expectativa dos analistas é para um corte de 0,5 ponto percentual, para 8,50% ao ano. Pelo lado da inflação, destaque para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que avançou neste mês para 1,02%.
Altas e baixas
Mais uma vez, o destaque negativo deste pregão fica por conta das imobiliárias, as quais amargam fortes perdas no ano.
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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