Resumo Diário

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No dia da decisão do Copom, o Ibovespa recuou 1,53%, terminando esta quarta-feira (30) aos 53.797 pontos – seu menor fechamento desde 10 de outubro de 2011, quando havia fechado a 53.273 pontos. A elevação da aversão ao risco derrubou as principais bolsas mundiais levando o dinheiro para investimentos considerados seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA. O giro financeiro foi de R$ 6,47 bilhões.

Nesta sessão, o contrato para proteção contra calote na Espanha alcançou nível recorde, mostrando o temor dos investidores após o BCE supostamente rejeitar o plano do governo espanhol de financiar o Bankia. O BCE negou ter tido conversas acerca o assunto. A Comissão Europeia sugeriu, por sua vez, sugeriu uma “união bancária” para salvar setor financeiro.

Por aqui, a principal referência foi a reunião do Copom, que deve definir o novo patamar da Selic. O mercado acredita que a taxa básica de juro brasileira deve ser reduzida em 50 pontos-base para 8,5% ao ano.

Destaque de ações
As ações do megaempresário Eike Batista recuaram forte nesta sessão. Os papéis da OGX Petróleo tiveram queda de 8,36%, terminando aos R$ 10,41, enquanto os da MMX Mineração recuaram 7,01% aos R$ 6,77. 

Entre as ações do Ibovespa, foram os papéis da Localiza que registraram a maior alta da sessão, com ganhos de 2,92% – aos R$ 30,65. Os papéis da Eletrobras também tiveram forte valorização, após a empresa divulgar seus resultados do primeiro trimestre. As ações ordinárias tiveram alta de 2,28%, para R$ 12,99, e as preferenciais subiram 2,46% para R$ 17,90. 

IGP-M sobe 1,02% em maio
Por aqui, o destaque da agenda doméstica de indicadores ficou com o IGP-M, um dos principais indicadores de inflação – que mostrou avanço de preços de 1,2% em maio. Já o IPP – Indústria da Transformação, teve alta de 1,38% em abril e fluxo cambial da quarta semana de maio marcou novo défcit, agora de US$ 1,253 bilhão. Por sua vez, nos EUA, o Pending Home Sales decepcionou o mercado ao mostrar queda de 5,5% em abril.

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Dólar
O dólar encerrou esta quarta-feira em forte alta, voltando a fechar acima dos R$ 2,00, após três dias abaixo desse patamar. O ambiente de maior aversão ao risco, em meio ao desenrolar da crise na Zona do Euro, mostrou seus efeitos sobre o desempenho da divisa norte-americana, levando a uma valorização de 1,47% da moeda, cotada aos R$ 2,0155 na venda.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 7,94%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,09%, a 129,45% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou alta de 9 pontos-base nesta sessão, terminando aos 236 pontos.