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SÃO PAULO – O pregão desta quarta-feira (4) será marcado pela da reunião do BCE (Banco Central Europeu), que aconteceu nesta data e manteve a taxa de juros em 1% ao ano, sem surpreender o mercado. Ainda nesta manhã o presidente da insituição, Mario Draghi, realizará uma coletiva de imprensa para explicar a decisão e avaliar a situação econômica.
Para o analista sênior do Danske Research, Kasper Kirkegaard, também ganha força nos mercados os dados do PMI (Purchasing Manager’s Index) Composto da Zona do Euro de março.
O indicador, divulgado nesta quarta-feira pela Markit Economics, confirmou os sinais de recessão na região, apesar de registrar uma melhora frente ao número divulgado nas prévias: de 48,7 para 49,1. Contudo, permaneceu abaixo do valor alcançado em fevereiro, de 49,3, e atingiu a mínima em três meses.
“Ainda hoje, ADP Employment, o relatório do número de postos de trabalho no setor privado nos EUA, trará contribuições para outro indicador, o Nonfarm Payrolls, do número de empregos gerados na economia, divulgado na sexta-feira. Finalmente, o ISM, do nível de atividade não-industrial, está previsto e espera-se uma ligeira moderação, apesar da força que tem mostrado ultimamente”, completa Kirkegaard.
Além disso, os investidores continuam atentos para a Espanha, que em meio a elevada taxa de desemprego e fortes medidas de austeridade, realizou um leilão de títulos públicos decepcionante nesta quarta-feira, em uma captação no patamar mínimo pretendido e com uma elevação no custo.
Nesta manhã, os principais índices das bolsas europeias operam em queda, com destaque para Paris (-1,60%), Frankfurt (-1,86%) e Londres (-1,26%). A movimentação das bolsas, que pode mudar após o discuros do presidente do BCE, Mario Draghi, marcada para esta manhã, ainda reflete a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, que sinalizou a inexistência de planos para uma nova rodada de medidas de estímulo à economia no curto prazo.