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SÃO PAULO – O Credit Suisse iniciou a cobertura das ações da Helbor (HBOR3) com recomendação de outperform e preço-alvo de R$ 33,50, o que implica um upside de 15,9%, conforme cotação de fechamento no pregão de quarta-feira (4).
Uma estratégia bem executada, baixas despesas gerais e administrativas, forte velocidade de vendas e um ROE (Retorno Sobre Patrimônio Líquido) elevado sustentam a visão otimista, na opinião dos analistas Guilherme Rocha, Daniel Gasparete e Vanessa Quiroga.
A Helbor terceiriza 100% de suas atividades imobiliárias, tais como construção e vendas. A fórmula funciona por conta da boa estratégia de parcerias e pela escala – apesar de lançar muito menos projetos que seus pares, a empresa garante um alinhamento com os interesses dos contratados ao torná-los parceiros, afirmam os analistas em relatório.
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Com isso, os custos gerais e administrativos de cerca de 3% das receitas em 2011 são bem inferiores aos 6% de seus concorrentes. “Além de garantir margens de lucro maiores, nós acreditamos que isso dá à Helbor vantagens competitivas em tempos de depressão nos mercados, já que há menos custos fixos pressionando os ganhos”, avaliam.
Uso eficiente do balanço
Adiciona-se a isso a forte velocidade de vendas que, com uma média de 36% desde o início de 2009, contra os 25% de seus pares, permite também um estoque muito menor.
Por fim, o ROE de aproximadamente 24% em 2012 é atrativo, quando se compara aos 15% da média do setor. Mais do que isso, a companhia apresenta números mais firmes não apenas com relação à margem líquida e ao giro do ativo – impulsionado pelo foco na securitização -, mas também pelo uso mais eficiente de seu balanço.