Com menor percepção de risco, dólar abre em queda, valendo R$ 1,828

Resultado favorável da Alcoa, nos EUA, e mudança de percepção sobre os riscos da dívida soberana espanhola interferem na moeda

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SÃO PAULO – Com um front externo sem grandes novidades no cenário econômico, o dólar comercial abre a sessão desta quarta-feira (11) em queda de 0,27%, cotado a R$ 1,828 na venda.

É fato que o sentimento de aversão ao risco ganhou mais força nas últimas semanas, mas segundo Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, os bons resultados anunciados por companhias norte-americanas nesta manhã e a ligeira mudança de percepção sobre os riscos da dívida soberana espanhola podem ser os motivadores do movimento de queda da moeda nesta data.

A Alcoa, produtora de alumínio norte-americana, deu largada à temporada de balanços e surpreendeu os analistas ao registrar lucro em seu primeiro trimestre fiscal, após ter reportado prejuízo no quarto trimestre de 2011. O lucro das operações continuadas no período em questão foi de US$ 94 milhões, ou US$ 0,09 por ação. O número é menor ao reportado no mesmo intervalo do ano passado, de US$ 309 milhões (US$ 0,27 por ação), mas superou a expectativa do mercado.

“Neste contexto de melhora no humor internacional, as principais moedas mundiais ganham valor frente à moeda norte-americana. Para a moeda nacional esperamos relativa estabilidade, considerando as intenções já sinalizadas pelo governo”, diz Barros.

Indicadores
Na agenda de indicadores desta quarta-feira, a Fipe (Fundação Instituto de PesquisasEconômicas) divulgou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) da primeira quadrissemana de abril, desacelerando-se para uma inflação de 0,14%.

Ainda por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou que o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) do primeiro decênio de abril se acelerou para uma variação positiva de 0,50%. Ainda por aqui, o Banco Central revela o fluxo cambial, divulgado semanalmente, com o movimento de entrada e saída de dólares do País.

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Nos Estados Unidos, a agenda terá como destaque a divulgação do Livro Bege, relatório sobre a atualidade econômica norte-americana, um compilado de informações dos bancos centrais regionais. Ainda por lá, o investidor conheceu o Import Prices (ex-oil) que registrou avanço de 0,5% durante o mês de março.

Também sai o Export Prices (ex-agr), indicador que exclui a produção agrícola norte-americana. Outro dado revelado é o relatório semanal de estoques de petróleo norte-americano. Por fim, será publicado o Treasury Budget, resultado do orçamento governamental de março, divulgado pelo Departamento do Tesouro norte-americano.