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SÃO PAULO – O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) proibiu a CSN (CSNA3) de eleger membros para o conselho Administrativo e Fiscal da Usiminas (USIM3; USIM5). Como a CSN é dona de 16% do capital social da Usiminas, seria possível para ela eleger membros para o conselho da siderúrgica mineira.
O Cade tem medo de que a CSN tenha acesso a informações relevantes da Usiminas, sua concorrente no mercado de aços planos. “Este é um mercado extremamente preocupante. As duas empresas juntas chegam a somar quase 80%”, afirmou Gilvandro Araújo, procurador-geral do orgão anti-truste.
A próxima assembleia-geral ordinária da Usiminas está marcada para 25 de abril e o Cade teme que a CSN eleja membros na reunião. Isso lhe daria acesso a informações como planos de investimentos e práticas de preços, dados que a mineradora, sob perigo de ser multada em R$ 10 milhões.