Bolsas dos EUA fecham acima de 1%, com otimismo sobre crescimento da China

Mercado mostra entusiasmos ainda com início da temporada de balanços corporativos e possível flexibilização monetária no país

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos fecharam em alta nesta quinta-feira (12), impulsionados pelas boas perspectivas com o início da temporada de balanços corporativos no país e a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) chinês, prevista para esta noite. Além disso, os indícios apontados pelo presidente do Federal Reserve de Nova York sobre novas medidas de estímulo à economia dos EUA contribuiu para o otimismo do mercado. 

Segundo o presidente regional da autoridade monetária, William Dudley, o relatório de março sobre o mercado de trabalho, que foi divulgado na última sexta-feira, pode refletir a anterior influência positiva do clima ameno sobre a criação de emprego de janeiro e fevereiro, embora outras interpretações menos otimistas também sejam plausíveis. 

Além disso, o mercado especula que a economia da China deve vir acima das expectativas dos analistas de crescimento de 8,4%. A nova revisão aponta para um avanço de 9%.

Diante disso, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em alta de 1,41% a 12.986 pontos. Já o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 1,39% atingindo 1.388 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou alta de 1,37% chegando a 3.058 pontos.

Agenda dos EUA
Em dia de agenda movimentada, o mercado de trabalho dos Estados Unidos decepcionou as expectativas dos analistas. Na semana finalizada em 6 de abril, o Initial Claims apontou que foram observados 380 mil novos pedidos auxílio-desemprego no país, contra expectativa de 355 mil solicitações.

Enquanto isso, o déficit na balança comercial dos EUA em fevereiro ficou abaixo do teto estimado por analistas. No mês em questão, o déficit comercial dos EUA foi de US$ 46 bilhões, frente às projeções deanalistas de US$ 53 bilhões. Já o índice de preços ao produtor da maior economia do mundo apontou estabilidade durante o mês de março, sendo inferior ao consenso reunido pelo portal norte-americano Briefing, de alta em 0,3%. Em fevereiro, o aumento havia sido de 0,4%.

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Petrolíferas lideram ganhos
Com todos os setores no positivo, as ações das petrolíferas lideraram as valorizações desta sessão. Após a produtora de alumínio Alcoa (+2,83%) revelar números melhores do que os esperados na última terça-feira, os investidores digeriram o anúncio da Chevron (+1,80%) de que a recente alta no preço do petróleo ajudará a impulsionar os lucros da companhia nos primeiros três meses deste ano, cujos dados serão reportados em 27 de abril.

Os papéis do setor acompanharam também os preços da commodity no mercado de Nova York. No mesmo sentido, as ações da Exxon Mobil, ConocoPhillips e os ADRs (American Depositary Receipts) da British Petroleum fecharam em valorização de 1,09%, 1,33% e 2,16%, respectivamente. 

Destaque para techs no noticiário
As ações do Google subíram 2,37%, diante da divulgação dos resultados do primeiro trimestre da companhia. A gigante do segmento de buscas na Internet superou as estimativas dos analistas, registrando lucro por ação de US$ 10,08 frente às projeções de US$ 9,64.

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Ainda no setor, as ações da Hewlett-Packard registraram a maior valorização do Dow Jones, de 7,22%, refletindo o anúncio da companhia de que vai lançar uma solução para concorrer diretamente com a Amazon (+1,45%) no mercado de nuvem pública. Por sua vez, os papéis da Apple caíram 0,5%, embora o Credit Suisse tenha elevado o preço alvo das ações da fabricante do iPad, de US$ 700 para US$ 750.

Confira o desempenho dos principais índices acionários norte-americanos:

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones +1,41 12.986 -1,45 +6,29 
 S&P 500 +1,39 1.388 -0,59 +10,34 
 Nasdaq +1,37 3.058 +0,59 +17,38