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SÃO PAULO – O rendimento de títulos públicos de dez anos da Espanha sobe nesta quinta-feira (12) no mercado secundário, após um relatório mostrar que os empréstimos do BCE (Banco Central Europeu) aos bancos espanhóis saltaram quase 50% em março.
A dívida do setor bancário da Espanha com o BCE alcançou novo recorde histórico em março, indo de € 152,432 bilhões em fevereiro para € 227,6 bilhões no mês passado. O aumento de 49,3% foi estimulado pela recente injeção de liquidez do BCE.
O montante concedido pelo Eurosistema aos bancos espanhóis em março representa 63% do total liberado à Zona do Euro, que chegou a € 361,695 bilhões.
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, sendo que a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.
Confira o desempenho dos títulos públicos na Zona do Euro:
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| País | Rendimento | Variação | Spread vs. Bund* |
|---|---|---|---|
| Grécia | 21,10% | -0,08 p.p. | +19,36 |
| Portugal | 12,55% | +0,02 p.p. | +10,81 |
| Itália | 5,42% | +0,01 p.p. | +3,68 |
| Espanha | 5,87% | +0,05 p.p. | +4,13 |
| França | 2,90% | +0,02 p.p. | +1,16 |
| Alemanha | 1,74% | -0,05 p.p. | – |
* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg