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Após alternar entre perdas e ganhos nos primeiros 90 minutos de pregão, o Ibovespa deu início a uma trajetória negativa no final da manhã, sobretudo após a divulgação de indicadores econômicos nos EUA, e terminou esta quinta-feira (19) pós-reunião do Copom com queda de 0,62%, aos 62.618 pontos. O benchmark da bolsa brasileira interrompeu uma sequência de duas altas, registrando giro financeiro foi de R$ 5,621 bilhões.
Embora o corte em 75 pontos-base na taxa básica de juro brasileira, que passa a ser agora de 9% ao ano, já fosse esperado por boa parte dos investidores – o que justifica um impacto menos significativo no mercado nesta sessão -, o comitê abriu espaço para a possibilidade de uma nova redução na Selic na próxima reunião. Segundo analistas, a estimativa é de que um corte em 50 p.b. na próxima reunião em maio, o que colocaria a Selic na mínima histórica de 8,50% ao ano.
Na Europa, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse que as autoridades espanholas estão trabalhando para resolver as dificuldades do setor bancário do país e que a Zona do Euro dispõe de recursos para ajuda, se necessária. No entanto, o clima negativo também prevaleceu por lá, com o rendimento dos títulos espanhóis de dez anos avançando no mercado secundário e a confiança do consumidor da Zona do Euro recuando em abril, após três meses de ganhos.
OGX pressiona Ibovespa
Colaborando para o fechamento negativo do Ibovespa, as ações da OGX Petróleo registraram desvalorização de 3,57% – a maior do benchmark -, fechando a R$ 12,96. Os papéis da petrolífera de Eike Batista atualmente possuem a terceira maior participação na composição da carteira teórica do Ibovespa, respondendo por 4,6% do índice.
Por outro lado, os papéis preferenciais da Oi registraram a maior alta do Ibovespa – valorização de 3,02% -, cotados a R$ 9,55.
Agenda dos EUA decepciona
Nos EUA, o mercado de trabalho decepcionou com o Initial Claims, ao apontar 386 mil novos pedidos auxílio-desemprego no país na semana anterior, contra expectativa de 375 mil solicitações. No setor imobiliário, o Existing Home Sales mostrou que as vendas anualizadas registradas em março ficaram abaixo do consenso, enquanto a atividade industrial da Filadélfia veio abaixo das projeções de mercado em abril.
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Contrapondo-se às referências negativas, o compilado dos mais importantes índices econômicos dos Estados Unidos, o Leading Indicators, apresentou uma alta de 0,3% em março, levemente acima dos 0,2% esperados.
Dólar renova máxima do ano
O dólar comercial manteve-se no campo positivo durante todo intraday desta quinta-feira, fechando com modesta valorização de 0,10% e cotado a R$ 1,8815 na venda. Desta forma, a divisa norte-americana chega a sua quinta alta consecutiva e renovou seu maior patamar desde 25 de novembro do ano passado, quando fechou cotado a R$ 1,8864.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,40%, 0,26 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,04%, a 132,34% do valor de face. Já o indicador de risco-País terminou com queda de 3 pontos-base nesta sessão, fechando aos 181 pontos.