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SÃO PAULO – O mercado global de IPOs (ofertas públicas iniciais de ações) movimentou US$ 14,4 bilhões no primeiro trimestre, queda brusca de 69% na comparação anual, de acordo com estudo da Ernst & Young divulgado nesta segunda-feira (23). Trata-se do período menos expressivo desde o segundo trimestre de 2009, quando houve 82 IPOs, totalizando US$ 10,4 bilhões.
“O cenário global foi negativo mesmo. O panorama no Brasil, entretanto, é bem mais otimista. O problema é que acabamos sendo influenciados pela conjuntura global, principalmente nos Estados Unidos, já que 75% dos IPOs brasileiros são comprados por fundos norte-americanos”, afirma o sócio-líder de IPOs da Ernst & Young Terco, Paulo Sérgio Dortas. “Mantemos a previsão de 20 aberturas de capital no País”, emendou.
No Brasil, a empresa de locação de veículos Locamerica estreou neste pregão na BM&FBovespa, no primeiro IPO na bolsa brasileira desde julho do ano passado.
Acima de US$ 1 bilhão
Em âmbito global, o trimestre passado foi o primeiro em que um único processo de abertura de capital superou US$ 1 bilhão desde o início de 2009. O valor médio das operações, no primeiro trimestre de 2012, caiu aproximadamente 42% em relação ao ano passado, para US$ 91 milhões.
Sete IPOs foram adiados e 36 ofertas foram retiradas no primeiro trimestre, ante cinco e 53, respectivamente, no mesmo período do ano anterior. Quanto ao preço, 80% dos processos globais de abertura de capital no trimestre ficaram dentro ou um pouco acima da faixa estimada de preço, sendo que apenas 7% superaram o valor previsto.
IPOs por setor
Em termos de volume de recursos captados, praticamente uma em cada cinco operações veio da indústria (US$ 2,7 bilhões em 29 processos), seguido por bens de consumo e serviços (US$ 2,2 bilhões em 16 processos). Quanto ao número de transações, mais de um em cada cinco IPOs vieram do setor de tecnologia: US$ 2,1 bilhões em 35 operações, ou 22% do total.