Bolsas dos EUA abrem em sinais opostos, com resultados e cenário europeu

Mercado repercute crise holandesa, enquanto recebe agenda cheia de indicadores; resultado da Apple é aguardado

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos operam em sinais opostos no início do pregão regular desta terça-feira (24). O cenário ainda tenso na Europa e os resultados corporativos trimestrais agitam os investidores, que seguem no aguardo da rodada de indicadores econômicos do país.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresenta alta de 0,52% e atinge 12.995 pontos e o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, avança 0,17% atingindo 2.971 pontos. Por outro lado, o que concentra as ações de tecnologia, negocia em queda de 0,03% o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, atingindo 2.969  pontos.

No front corporativo, a AT&T (+2,89%) e a 3M (+2,26%) reveleram seus balanços do primeiro trimestre de 2012, superando as expectativas de Wall Street. A componente do Dow Jones, United Technologies (+0,13%), também divulgou seus resultados, com lucro acima do esperado, mas com receita abaixo das estimativas dos analistas. Grande destaque da sessão, a Apple (-1,96%) irá reportar seus números do acumulado dos três primeiros meses do ano após o fechamento do mercado.

Europa em foco
No velho continente, a crise política holandesa ainda repercute entre os investidores. O primeiro-ministro, Mark Rutte, apresentou na segunda-feira a renúncia de seu governo de centro-direita, após o fracasso das negociações sobre a redução do déficit público. Em meio à crise política, a Holanda vendeu € 2 bilhões em bônus com vencimento em julho de 2014 e janeiro de 2037. O governo tinha como objetivo a emissão de até € 2,5 bilhões em dívida.

Itália e Espanha também realizaram leilões de dívida nesta terça-feira. Enquanto o Tesouro italiano vendeu € 3,44 bilhões em papéis para janeiro de 2014 e setembro de 2017 e 2019; o governo espanhol colocou € 1,93 bilhão em títulos para três e seis meses.

Mercado imobiliário é destaque da agenda
Em sessão movimentada de indicadores econômicos nos Estados Unidos, a S&P (Standard & Poor’s) divulgou que os preços dos imóveis norte-americanos caíram 3,6% em fevereiro, na base de comparação anual. A queda no S&P/Case-Shiller Index foi maior que a esperado pelo consenso do mercado, de 3,4%.

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Ainda no mercado imobiliário, a FHFA (Federal Housing Finance Agency) também divulga um levantamento do segundo mês do ano sobre os preços dos imóveis nos EUA. Enquanto isso, o Departamento de Comércio norte-americano revela o New Home Sales de março, com o número de casas novas vendidas no mês.

O Consumer Confidence de abril, que mede o nível de confiança do consumidor na economia do país, também é esperado pelos investidores.