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SÃO PAULO – Um remédio para conter a febre. Assim está sendo considerada a decisão do Banco Central em estender a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6% para empréstimos externos com prazo de até três anos, já que até o momento o imposto incidia sobre operações até dois anos. A moeda aponta movimento de queda desde a abertura da sessão, desvalorizando-se 0,45%, cotada a R$ 1,712.
“A medida é uma sinalização de que é preocupante a escalada valorização da moeda local. Só que o problema não esta aí, o problema é o tamanho da liquidez que se tem no mundo hoje, é um problema para todos os países”, diz Marcio Cardoso, diretor da Título Corretora. O especialista destaca a forte injeção de moeda no mercado internacional realizada na véspera pelo BCE (Banco Central Europeu), que emprestou € 529,53 bilhões em empréstimos de longo prazo aos bancos da Zona do Euro.
“Além disso, como o Brasil tem uma taxa de juros alta e boas oportunidades, o país acaba por captar una boa parcela desses recursos. O dinheiro que vem para especulação não interessa ao Governo, ele é desestimulado por essas medidas. Já para os investimentos de longo prazo, três anos não é nada”, explica Cardoso. Não bastasse o IOF, o Banco Central realizou há pouco um leilão de compra de dólares no mercado à vista, corte uma taxa de corte de R$1,712.
Expectativas
Ainda nesta manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou o Governo continuará tomando novas ações para impedir a valorização excessiva do real. “O governo não ficará assistindo impassível à guerra cambial, temos que nos defender. O governo continuará tomando medidas para impedir que o real se valorize, prejudicando a produção brasileira”, disse.
No que se refere a novas medidas, a tendência agora é que o Governo siga com essas dosagem em suas ações. “Eu acho que ele vai continuar sinalizando o mesmo movimento no sentido de resguardar a moeda. Deveremos ter um ponto de inflexão mais à frente, mas o problema é que um ataque maior afetará o investimento direto”, conclui o diretor da Título Corretora.
Vale destacar, por fim, que o ministro da Fazendo também afirmou que não cogita taxar o IED (Investimento Estrangeiro Direto) e que a alíquota zero do IOF sobre aplicações em ações “vai continuar assim”.
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Indicadores
Na agenda doméstica desta quinta-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) referente à última semana de fevereiro, que apontou inflação de 0,24%. Ainda por aqui, o Ministério de Comércio Exterior reporta o resultado de fevereiro da balança comercial.
Nos Estados Unidos, o Personal Income, que avalia a renda individual dos cidadãos norte-americanos subiu 0,3%, levemente abaixo do mesmo consenso de 0,4%, e o Personal Spending, que revela os gastos dos consumidores, avançou 0,2% no período, ficando abaixo das expectativas de alta em 0,4%.
Por sua vez, o PCE (Personal Consumption Expenditures), medida de inflação mais acompanhada pelo Fed, avançou 0,2% em janeiro, em linha com as estimativas. Também saiu o Initial Claims, que registrou 351 mil pedidos de auxílio-desemprego, abiaxo dos 355 esperados pelo mercado.
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A Associação de Executivos de Compras divulgou o ISM Index, responsável pela mensuração do nível de atividade industrial nos EUA, atingiu 52,4 pontos, enquanto a média das projeções apontava para 54,7 pontos. Por fim, o Departamento de Comércio dos EUA divulgou o Construction Spending, que mede os gastos públicos e privados decorrentes da construção de imóveis no país, marcou queda de 0,1% em janeiro, enquanto o mercado projetava alta de 1,0%.