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SÃO PAULO – Depois de uma forte valorização de mais de 53% nos últimos 12 meses, o Deutsche Bank acredita que o rali para a AmBev (AMBV4) acabou. Os analistas Jose Yordan e Rebeca Sarmiento resolveram cortar a recomendação para as ADRs (American Depositary Receipts) de compra para manutenção. O preço-alvo é de US$ 39.
Segundo o relatório, o rebaixamento foi feito puramente por causa de múltiplos não atrativos. Depois desse avanço das ações, o EV/Ebitda, relação entre valor de empresa e sua geração operacional de caixa pelo qual é negociada, está acima do objetivo de 12,7 vezes. Já o P/L, que compara o preço dos papéis com o lucro da companhia, encontra-se em 21,4 vezes.
O banco ainda afirma que qualquer evento diferente que possa ser mostrado no balanço do quarto trimestre de 2011, a ser divulgado em 8 de março, já deve estar precificado no ativo. Agora, a perspectiva é de desaquecimento do viés positivo, explica a instituição. “Mas acreditamos que a trajetória ascendente pode ser retomada”, avalia.
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Forte avanço
Desde o final de 2008, a taxa composta interna de crescimento anual das ações já subiu 66%, no cálculo em dólares. Para efeito de comparação, o Deutsche usa a rentabilidade do Ibovespa, que foi de 32% nos mesmos termos. Esse avanço foi sustentado por um crescimento de 16% no Ebitda (geração operacional de caixa) composto e uma alta de um dígito em média de caixa livre.
Yordan e Rebeca acreditam que a tendência positiva começou a tomar força depois que investidores afastaram o pessimismo quanto à compra da Anheuser-Busch pela InBev – percepção que eles veem como exagerada – e repararam no retorno de capital investido em altos níveis para a empresa.
Por fim, os dois citam que a AmBev parece já ter capturado todo o potencial de alta para 2012. De fato, o preço-alvo indicado pelo banco é US$ 0,99 abaixo do valor observado pelos papéis na Bolsa de Nova York em 29 de fevereiro.