Publicidade
SÃO PAULO – A equipe de análise do HSBC avalia a descoberta de petróleo e gás nas águas profundas do pré-sal em Campos, no Rio de Janeiro, como uma forma de adicionar valor para a Petrobras (PETR3, PETR4). Isso porque ela impulsiona o potencial de alta da estatal em termos de exploração.
As estimativas de recursos para o poço perfurado no prospecto Pão Açúcar (bloco BM-C-33) ainda não foram reveladas. A companhia identificou um net pay total de 350 metros em uma coluna total de hidrocarboneto de 480 metros de espessura, sendo uma das mais espessas já descobertas no país.
Apesar de não haver perspectiva de que o potencial do pré-sal na Bacia de Campos seja comparável ao da Bacia de Santos, a analista Anisa Redman reforça que esta é uma boa adição para a empresa. “Notamos que a produção da Petrobras provavelmente apresentará taxas de crescimento medianas por dois a três anos, até que haja recuperação no crescimento da produção do pré-sal. Contudo, o potencial de avanço da exploração é significativo”, diz em relatório.
Continua depois da publicidade
Descobertas são principais catalisadores
O HSBC afirma que o sucesso nos desdobramentos das explorações continuará a ser o principal trigger da ação no médio prazo, com as atuais estimativas de volume de recursos apresentando um potencial de alta ainda maior. Desta forma, aufere o preço-alvo para o ativo PETR3 de R$ 41,00, o que configura um potencial de valorização de 57,08%, com recomendação overweight.