Semana será recheada, com reuniões de BCs e reestruturação grega

Mercado ainda deve acompanhar com atenção o relatório de emprego dos EUA e notícias vindas da Europa

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SÃO PAULO – Depois da injeção de liquidez na Europa por parte do BCE (Banco Central Europeu) e a aprovação do resgate grego, as atenções dos investidores começam a se voltar para os dados econômicos das principais nações do mundo. Na semana entre 5 e 9 de março, o mercado quer saber como anda a atividade na Zona do Euro e nos Estados Unidos.

Além disso, já nesta segunda-feira (5), as bolsas reagiram negativamente à notícia de que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) chinês deve ser menor do que o previamente estimado. Isso foi dito pelo próprio primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, citando a prudência nas políticas monetária e fiscal como um dos motivos.

Dívida grega
Segundo a Rosenberg e Associados, no entanto, o maior perigo fica por conta da possibilidade de a Grécia dar um calote. Em 20 de março, grande parte de seus títulos alcançam o vencimento, em um patamar próximo aos € 14,5 bilhões. O PSI (Private Sector Involvement) ainda não teve adesão suficiente para a reestruturação entrar em curso.

Para piorar a situação, a DSW (Associação Alemã de Detentores de Títulos, na sigla em alemão), recomendou aos investidores do país que tenham papéis da dívida grega em seu portfólio que não aceitem a troca de bônus por novos com menor rendimento e prazos maiores. Principalmente para aqueles que vencem em 2012, a instituição acredita que as perdas seriam muito grandes.

Durante a semana anterior, o mercado se mostrou temeroso quanto à possibilidade de os CDS (Credit Default Swaps) serem ativados no caso de a mudança no perfil da dívida do país realmente ocorra. O “seguro” faria com que os detentores que não aderirem ao programa pudessem receber o valor nominal de seus títulos.

No entanto, a ISDA (International Swaps and Derivatives Association), tratou de afastar essa possibilidade. Segundo ela, a reestruturação não configura um evento de crédito, apesar de sinalizar que tal avaliação poderá mudar. É importante lembrar que a Grécia precisa de um patamar entre 75% e 90% de adesão à troca de bônus para que o plano entre em curso.

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Agenda da semana
Para o período de cinco dias, são esperadas as reuniões de política monetária. O BCE e o BoE (Bank of England) se encontram para decidir sobre o assunto na quinta-feira (8). No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne na terça e na quarta-feira (7).

A Rosenberg espera um novo corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, para 10% ao ano, mas alguns analistas já falam em reduções mais elevadas. A consultoria espera, agora, que ao fim de 2012 a Selic esteja em 9%.

Além disso, no front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informa a Pesquisa Industrial Mensal de janeiro, na quarta. Na sexta-feira (9), sai o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), a inflação oficial do País, referente a fevereiro.

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Entre os eventos no exterior, figuram o ADP Employment Report e o crédito ao consumidor norte-americano na quarta, bem como os pedidos iniciais de auxílio-desemprego na quinta. No último dia da semana, sai o relatório completo de emprego nos Estados Unidos, que acompanha a temperatura do mercado de trabalho por lá. Por fim, na terça é esperada a última revisão do PIB europeu.