Bolsas europeias fecham em alta, com aproximação de troca da dívida grega

Mais instituições financeiras aderiram ao programa de reestruturação, impulsionando os índices acionários

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SÃO PAULO – Os principais índices de ações da Europa encerraram a sessão desta quarta-feira (7) em alta, com a melhora da percepção do mercado quanto ao plano de reestruturação da dívida grega. O movimento veio após a forte queda observada na véspera, quando os investidores se mostraram pessimistas quanto à mesma operação.

O benchmark FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançou 0,50%, aos 5.795 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, subiu 0,95%, para 3.394 pontos, e o índice DAX 40, da Bolsa de Frankfurt, terminou com ganhos de 0,62%, registrando 6.674 pontos. O Ibex 35, de Madri, por sua vez, apresentou baixa de 0,06%, atingindo 8.162 pontos.

Troca de bônus
A troca dos títulos públicos da Grécia por outros com juros menores e vencimentos estendidos, deve ter pelo menos 75% de adesão para começar a funcionar. O programa, segundo o grupo que representa os credores privados, já tem aproximadamente 39,3% do valor dos bônus incluído.

O prazo para que todas as instituições que vão participar sejam reveladas é a noite da quinta-feira (8). Grandes nomes como o HSBC, o Intesa SanPaolo, o Deutsche Bank e o BNP Paribas já estão dentro do PSI (Envolvimento do Setor Privado, na sigla em inglês) oficialmente, e a imprensa internacional afirma que o Société Générale e UniCredit também farão parte da operação.

Indicadores
Nos Estados Unidos, o ADP Employment, prévia do relatório de emprego a ser revelado no último dia da semana, veio levemente abaixo do esperado, com a criação de 216 mil postos de trabalho. Além disso, a produtividade da mão de obra norte-americana no quarto trimestre foi revista para cima, de 0,7% para 0,9%.

Os dados econômicos contribuíram para o otimismo quanto ao mercado de trabalho dos EUA e ajudaram a impulsionar o mercado de ações na Europa. A percepção melhorou frente às sessões anteriores no que diz respeito às perspectivas de crescimento global.

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Destaques de ações
As produtoras de commodities recuperaram parte das perdas que sofreram durante os últimos pregões, com destaque para a BHP Billiton (+1,34%), em Londres, e a ThyssenKrupp (+1,46%), em Frankfurt. Em tendência inversa, as ações da petrolífera Total recuaram 0,29% em Paris, depois de revelar uma lucratividade menor do que a aguardada para um empreendimento no Texas.

O setor financeiro também performou no campo positivo, repercutindo a possibilidade da troca de bônus na Grécia ocorrer como o esperado. Os papéis do Commerzabank dispararam 7,79% na bolsa alemã, ao passo que os do Banco Popolare registraram forte alta de 7,00% em Milão.

Outro desempenho negativo, no entanto, ficou com a Adidas (-2,65%), também em Frankfurt. A fabricante de materiais esportivos comunicou um lucro líquido em 2011 mais que 100% superior ao do ano anterior, mas ainda assim o resultado ficou abaixo das projeções.

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Mercado secundário da dívida
Em termos de rendimento dos papéis de dívida soberana no mercado secundário, a maioria sofreu redução. Apenas a Grécia (36,55% ante 36,54%) pagou mais por seus títulos. Alemanha (1,77% frente a 1,78%), França (2,83% em relação a 2,87%), Itália (4,94% face a 5,07%), Portugal (13,90% comparado a 13,94%) e Espanha (5,09% versus 5,14%) tiveram redução em seu yield.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 CAC 40 +0,89 3.392 -0,38 +7,36 
 DAX 30 +0,57 6.671 -1,39 +13,10 
 FTSE 100 +0,44 5.791 -1,71 +3,93 
 SMI +0,91 6.103 -0,72 +2,80 
 IBEX 35 -0,06 8.162 -7,62 -4,72 
 FTSE MIB +1,12 16.399 +0,06 +8,68