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SÃO PAULO – O dólar comercial inverteu o movimento apontado no início da sessão, e opera em alta nesta quinta-feira (8), ao apontar valorização de 0,62%, cotado a R$ 1,775 na venda. No câmbio internacional, a moeda registra queda diante do euro (-0,68%), da libra (-0,29%) e do franco suíço (-0,67%), valorizando-se apenas diante do iene (+0,38%).
Segundo analistas, o movimento da divisa ainda denota alguma instabilidade, por conta do tsunami de medidas do Governo e do BC que inundou o mercado nas últimas semanas. A mais recente, apesar de esperada com menor intensidade, foi o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que reduziu a taxa básica de juro em 75 pontos-base, para 9,75% ao ano. Esta é a quinta vez que a Selic é reduzida durante o Governo de Dilma Rousseff, chegando ao menor patamar desde abril de 2010, quando estava em 9,5% ao ano. Desde agosto de 2011, a Selic já caiu 275 pontos-base.
Pode tambpem corroborar para um maior sentimeto de aversão ao risco nos mercados a divulgação do indicador de pedidos de auxílio-desemprego dos EUA. O Initial Claims registrou um patamar acima do esperado pelo mercado, de 355 mil, marcando 362 mil pedidos.
Front Europeu está menos negativo
Na Europa, o ministro de Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, comunicou que 75% dos detentores de títulos do pais precisam aceitar o PSI (Private Sector Involvement) para que o programa entre em vigor.
Segundo a imprensa internacional, cerca de 60% já estão dentro da operação de troca. O objetivo do país é cortar em até 53,5% da dívida antes do dia 20 de março, quando cerca de € 14,5 bilhões em obrigações chegam ao vencimento.
Indicadores domésticos
Na agenda de indicadores desta quinta-feira, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que marcou inflação de 0,41% na primeira semana de março.
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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, que projetou uma safra de 157,5 milhões de toneladas em fevereiro. Por sua vez, o Banco Central revelou o IC-Br (Índice de Commodities) de fevereiro, que marcou cotação média de R$ 121,35, uma variação mensal negativa de 2,96% e de -12,68% na comparação com o mesmo período de 2011.