“Selic de um dígito não é sustentável”, diz gestor de investimentos

Georges Catalão, da Lecca, diz que redução deveria ter sido feita de forma organizada e prevê a volta da inflação

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SÃO PAULO – Contrariando o consenso do mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu cortar em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros, que era de 10,5% ao ano. Agora, a Selic passou para 9,75% ao ano.

Para o gestor de investimentos da Lecca, Georges Catalão, a redução de 0,75 ponto percentual foi uma surpresa. Segundo ele, uma Selic de um dígito não é sustentável. “Seria se a redução tivesse sido feita de forma mais organizada. O Banco Central começou a reduzir juros na expectativa de que o Ministério da fazenda cumpra o superávit primário, e, com isso, a inflação segue pressionada. Então, nesse ciclo, não vai ser sustentável”, falou. 

Catalão disse ainda que a inflação deve voltar a subir. “Essa redução maior foi incentivava pela desvalorização do câmbio frente ao real. Essas medidas do BC incentivam a indústria, as empresas, mas vão gerar inflação. Em 2013, a taxa de juros subirá de novo e de forma mais agressiva”, aposta. Confira:

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